Bancos seguem lucrativos apesar da inadimplência, enquanto seguros e planos de saúde sustentam crescimento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 — Foto: Getty Images O cenário de política monetária contracionista se manteve ao longo de 2025 e no primeiro semestre deste ano. Apesar da redução de um ponto percentual na meta da taxa Selic neste ano (até agosto), os juros nominais e reais ainda permanecem em patamar muito elevado — de, respectivamente, 14% ao ano e em torno de 9% ao ano. A inadimplência segue alta, os bancos mantêm-se cautelosos para conceder crédito e registram maiores despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD). Mesmo assim, seguem lucrativos. O restante de 2026 aponta para desafios persistentes na qualidade do crédito e na gestão da inadimplência. Com expectativa de que, na melhor das hipóteses, a Selic seja reduzida para 13,25% ao ano, novidades positivas são esperadas apenas em 2027, após as eleições e, segundo analistas, a depender da política econômica do próximo governo. No setor de previdência privada aberta também se espera uma retomada no ritmo de crescimento só no ano que vem, quando o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) deixará de incidir sobre aportes nos planos VGBLs que excederem R$ 600 mil no ano. Essa cobrança fez a captação líquida do setor de previdência aberta recuar 93,5% em 2025. Já o desempenho dos seguros de pessoas vem sendo positivo, impulsionado pelo avanço das coberturas em vida. Como um todo, o setor de seguros também foi afetado pelo IOF — a estimativa é a arrecadação crescer 2,9% neste ano, sem considerar o seguro-saúde. Nos planos de saúde, a trajetória de expansão se manteve, impulsionada pelo mercado de trabalho robusto: de junho de 2025 a junho de 2026, o número de pessoas com planos de assistência médica aumentou 700 mil, para 53,1 milhões. O desafio tem sido manter os custos sob controle.