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O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello afirmou, em texto divulgado nesta terça-feira 8, que a Corte é maior do que seus integrantes e não pode se converter em “escudo protetor de desvios individuais”.
A publicação ocorre em meio a uma grave crise no STF, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expôs mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, ao ministro Alexandre de Moraes — este, por sua vez, contra-atacou ao pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade.
“Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público”, diz Mello. “Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição.”
Celso de Mello esteve no Supremo por 31 anos, entre 1989 e 2020. Foi indicado pelo então presidente José Sarney e assumiu a vaga aberta com a aposentadoria de Rafael Mayer, que presidiu o tribunal na proclamação da nova Constituição, em 1988.













