Bombardeios ocorreram depois de o Irã, aliado do grupo rebelde iemenita, alertar que infraestruturas de energia em todo o Golfo estavam vulneráveis 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caminhões explodem após o que os houthis afirmam ter sido um ataque perto do posto de fronteira de Al-Wadiah, entre Arábia Saudita Iêmen — Foto: Centro de Mídia dos Houthis via Reuters Os houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram nesta terça-feira quatro cidades no sul da Arábia Saudita, aliada dos EUA, ferindo mais de 70 pessoas e incendiando instalações de petróleo, em aparente avanço da guerra, que já dura seis meses A milícia xiita, que controla a maior parte das áreas povoadas do Iêmen, incluindo a capital, disse ter lançado ampla operação em território saudita. O grupo afirmou ter usado drones e mísseis para atingir base aérea saudita em Khamis Mushait, além de instalações da companhia estatal de petróleo Saudi Aramco nas cidades de Abha, Najran e Jazan. Imagens da Nasa mostraram espessa nuvem de fumaça preta sobre a refinaria de Jazan e coluna de fumaça branca em centro de distribuição de petróleo em Abha. Uma coluna de fumaça sobe de um caminhão em chamas durante o que os houthis afirmam ter sido um ataque contra caminhões vindos do território saudita, na passagem de fronteira de Al-Wadiah, perto de Al-Wadiah, na fronteira entre Arábia Saudita e Iêmen, nesta imagem obtida de um vídeo de divulgação publicado em 7 de setembro de 2026 — Foto: Centro de Mídia Houthi/Divulgação via REUTERS As autoridades sauditas relataram incêndios nos locais e disseram que mulheres e crianças estavam entre os 73 feridos. O número sugere que os ataques estão entre os maiores contra a Arábia Saudita desde que EUA e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, no fim de fevereiro. No Irã, explosões foram registradas na ilha de Kharg, centro da indústria petrolífera, e no porto de Jask, no Golfo de Omã, informou a imprensa iraniana, indicando possível retomada dos ataques dos EUA após pausa de dois dias. A agência iraniana Tasnim informou que míssil americano atingiu petroleiro a 6 quilômetros da ilha, e que a tripulação foi retirada, sem registro de vítimas. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que navios nos portos do Kuwait e do Bahrein que abrigam americanos passam a ser alvos, em resposta à ofensiva dos EUA a petroleiros. Segundo o governo americano, os ataques foram uma reação a tentativas de ataque à Marinha dos EUA na região. “Toda vez que o Irã tentar atingir navios da Marinha americana, perderão petroleiros”, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, após o comunicado da Guarda Revolucionária. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um submersível americano perto do estreito. Um funcionário dos EUA disse à Reuters nesta terça-feira que um drone militar subaquático apresentou uma falha técnica há mais de um dia e acrescentou que o equipamento não carregava sistemas de sonar ou radar classificados. Apesar das ofensivas americanas que reduziram a capacidade das forças convencionais do Irã e agravaram os problemas de sua já debilitada economia, o país ainda possui mísseis e drones capazes de ameaçar petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz e que têm sido usados para atacar bases militares americanas espalhadas pela região. Antes da guerra, cerca de um quinto dos carregamentos globais de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Os confrontos provocaram escassez global de petróleo bruto e, de forma ainda mais acentuada, dos combustíveis produzidos a partir de seu refino. O diesel nos Estados Unidos está agora em um preço médio recorde no varejo de mais de US$ 5,90 por galão, prejudicando as perspectivas políticas dos republicanos do presidente Donald Trump. “Os preços do petróleo cairão vertiginosamente, assim como todo o resto está caindo (mas ainda mais!), quando VENCERMOS a guerra contra o Irã. Três dólares por galão, mas, no fim, abaixo de dois dólares por galão. Tudo acontecerá rapidamente, e o Irã nunca terá uma arma nuclear”, afirmou Trump nas redes sociais. Embarcações no Estreito de Ormuz, perto da praia de Bandar Abbas, no Irã, em 5 de setembro de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS