Grupo apoiado pelo Irã reivindicou a autoria de ofensivas com mísseis e drones contra o que descreveram como posições militares sauditas nas províncias de Marib e Hadramout 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ativistas houthis permanecem sobre uma plataforma diante de um painel que retrata mísseis do grupo durante um ato contra a Arábia Saudita, em meio à escalada das tensões com o reino, em Sanaa, no Iêmen, em 31 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah Pelo menos 30 soldados das forças do governo do Iêmen morreram em ataques contra acampamentos militares nas províncias de Marib e Hadramout nesta quinta-feira, informaram fontes do governo, acrescentando que o número de mortos pode aumentar. Mais tarde, os houthis, grupo alinhado ao Irã, reivindicaram a autoria de ataques com mísseis e drones contra o que descreveram como posições militares sauditas nas duas províncias. Os houthis afirmaram ter atingido concentrações de tropas sauditas nas áreas de Al Ruwayk, Al Abr e Al Thaniyah com mísseis balísticos e drones. Segundo o grupo, centenas de combatentes aliados da Arábia Saudita foram mortos ou feridos, e acampamentos militares, depósitos de armas e veículos foram destruídos. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente a versão apresentada pelos houthis. O grupo afirmou ter lançado a ofensiva após detectar o que classificou como uma grande mobilização militar saudita antes de uma escalada contra áreas sob seu controle. O ministro da Saúde do Iêmen determinou que unidades médicas em Marib e Hadramout elevassem o nível de prontidão para atender soldados feridos. Ele condenou os ataques, afirmando que eles tiveram como alvo posições militares nas áreas de Al Ruwayk e Al Abr. A Missão dos Estados Unidos para o Iêmen manifestou condolências às famílias dos soldados iemenitas mortos em Marib e Hadramout, afirmando que os ataques representam "mais um exemplo" do que classificou como "terrorismo" dos houthis contra o povo iemenita. Os houthis anunciaram no mês passado um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, em resposta ao que descreveram como um cerco saudita ao Iêmen, acusação negada por Riad. A Arábia Saudita lidera, desde 2015, uma coalizão militar no Iêmen em apoio ao governo internacionalmente reconhecido, depois que os houthis tomaram a capital, Sanaa, em 2014. O conflito devastou o país e desencadeou uma prolongada crise humanitária e econômica.