Empresas como Facebook, TikTok e Instagram seriam responsáveis ​​por proteger menores de pornografia, bullying e conteúdo que glorifica crimes ou promove distúrbios alimentares 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um mês após o uso de redes sociais por menores de 16 anos ser proibido, famílias com adolescentes na Austrália enfrentam resistência dos filhos — Foto: Freepik Gigantes das mídias sociais podem enfrentar multas de até R$ 287 milhões na Austrália se não protegerem usuários jovens de conteúdo prejudicial, anunciou o governo nesta terça-feira, ao apresentar um projeto de lei para regulamentar as empresas de tecnologia. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, apresentou a proposta de lei, que imporia um "dever de cuidado" às empresas por trás de plataformas populares como Facebook, TikTok e Instagram. Essas empresas seriam responsáveis ​​por proteger menores de 18 anos de pornografia, cyberbullying e conteúdo que glorifica o crime ou promove distúrbios alimentares. "Estamos tomando medidas porque a comunidade disse 'chega'", disse Albanese a repórteres. As empresas de mídia social enfrentam crescente escrutínio pelo uso de algoritmos supostamente viciantes, acusados ​​de direcionar usuários a conteúdo extremo para mantê-los engajados. A Austrália tornou-se o primeiro país a adotar, no ano passado, uma proibição ao acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares 1 de 12 Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 2 de 12 Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia, onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Na Kungsvägens skola, que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo, uma cidade a nordeste de Helsinque, os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 4 de 12 Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 A transição para uma escola sem celulares "superou as expectativas", diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 6 de 12 A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia, um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 8 de 12 Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens, bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Vários países já adotaram restrições semelhantes, incluindo Coreia do Sul, Itália, Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 10 de 12 As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos, confirma Annika Railila, professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 O ambiente se tornou "muito diferente", diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 12 de 12 Ministro da Educação finlandês, Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem No entanto, dados divulgados em agosto revelaram que australianos com menos de 16 anos aumentaram o uso de aplicativos como TikTok e Instagram, apesar da proibição. Segundo Albanese, empresas que não cumprirem seu "dever de cuidado" poderão enfrentar multas de até 109 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 402 milhões). A iniciativa também inclui a exigência de que as plataformas permitam aos usuários desativar os algoritmos que determinam o conteúdo exibido em seus feeds. A Ministra das Comunicações, Anika Wells, comentou que "plataformas e ferramentas (de empresas de tecnologia) infiltraram-se em nosso cotidiano de maneiras que jamais imaginamos". Os projetos de lei serão apresentados ao Parlamento ainda este ano, após consultas com empresas de tecnologia e a sociedade civil.