A vitória acachapante do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) na Saxônia-Anhalt dá início a um tenso jogo de quebra-cabeças para formar um governo no estado do Leste alemão. Em jogo, está a possibilidade de a extrema direita chegar ao poder pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, no que seria um marco político simbólico para o país.
Na Alemanha, a formação de governos estaduais também é parlamentarista. Um partido que obtiver mais da metade dos assentos na Assembleia Legislativa conquista o posto de governador do estado. Como nenhum dos partidos obteve a maioria necessária na eleição de domingo (6), eles terão que costurar alianças. As legendas podem se unir em coalizões para governar juntas em maioria ou, ainda, angariar apoio de outras para liderar um governo minoritário.
Com 43,8% dos votos depositados (39 dos 83 assentos parlamentares), a AfD já anunciou que vai se mover a partir desta semana para tentar obter uma coalizão majoritária. Até a noite da eleição, entretanto, a posição do partido era outra, negando que recorreria aos adversários.
"Faremos propostas de diálogo a todos os partidos. Aí veremos quem rejeita nossa mão estendida", disse na manhã desta segunda-feira o copresidente da legenda, Tino Chrupalla, à emissora pública ARD.












