Dor de cabeça, febre, desconforto muscular, azia e outros sintomas comuns muitas vezes levam as pessoas a recorrerem à automedicação. Embora alguns medicamentos sejam vendidos sem necessidade de receita médica, isso não significa que seu uso seja sempre adequado ou isento de riscos.
Cristiane Costa, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Unopar, destaca que, além da possibilidade de efeitos adversos e interações medicamentosas, o uso de medicamentos por conta própria pode alterar a manifestação dos sintomas e dificultar a avaliação realizada pelo profissional de saúde.
“A automedicação não deve ser encarada apenas como uma questão de tomar ou não determinado medicamento. O contexto de uso também é importante. Para que a equipe de saúde tenha uma visão mais completa do estado do paciente, é recomendável informar todos os medicamentos utilizados recentemente, inclusive aqueles que não exigem receita”, orienta.
Por isso, vale levar ao médico os nomes dos medicamentos ingeridos. “Não há motivo para omitir uma automedicação durante o atendimento. Pelo contrário, essa informação ajuda o profissional a avaliar o paciente com mais segurança e a identificar possíveis relações entre o medicamento utilizado e os sintomas apresentados”, ressalta.








