Uma multidão prestou homenagem nesta segunda-feira (7) em Belgrado diante do caixão de Ratko Mladic, o ex-general sérvio cujas ações durante as guerras dos Bálcãs na década de 1990 lhe renderam o apelido de "açougueiro da Bósnia". O funeral, marcado por manifestações de apoio ao ex-general, provocou indignação internacional.

Mladic morreu no fim de agosto, aos 84 anos, em Haia, na Holanda, onde cumpria pena por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Simpatizantes do ex-comandante começaram a chegar à igreja ortodoxa de São Lucas, em Belgrado, nas primeiras horas da manhã.

Na cerimônia fúnebre, sérvios beijaram o caixão fechado de Mladic, ladeado por militares, enquanto sacerdotes ortodoxos recitavam orações. A polícia interditou as ruas próximas à igreja diante da concentração de pessoas, entre elas muitos veteranos de guerra.

Bandeiras sérvias foram penduradas nas imediações. Uma grande faixa estendida sobre a rua dizia: "Bem-vindo, general. Obrigado à sua mãe por ter dado à luz um herói, para que a glória da Grande Sérvia possa retornar".

"Estou aqui para me despedir do general, um herói nacional", disse à agência AFP a aposentada Radojka Visic, que viajou para participar da cerimônia. O corpo de Mladic permaneceu exposto na igreja por cinco horas. Depois, foi levado por um cortejo até um cemitério.