Ratko Mladic, ex-comandante das forças sérvio-bósnias conhecido como o “Açougueiro da Bósnia” por seu papel no massacre de Srebrenica, morreu nesta quinta-feira 27, informou a emissora estatal sérvia RTS. A informação foi confirmada por uma autoridade das Nações Unidas.
Mladic cumpria prisão perpétua em Haia após ser condenado por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade por sua atuação durante a guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995. Ele havia sofrido vários derrames nos últimos meses e enfrentava problemas de saúde há anos.
Autoridades sérvias e familiares haviam pedido sua libertação por razões humanitárias devido ao agravamento de seu quadro clínico, mas os pedidos foram rejeitados pelo tribunal internacional.
Após passar anos foragido, Mladic foi preso na Sérvia em 2011. Sua captura foi considerada uma das pré-condições para que a Sérvia obtivesse o status de candidata à adesão à União Europeia. Desde então, ele permanecia sob custódia em um centro de detenção das Nações Unidas, em Haia. Nos últimos anos, foi hospitalizado diversas vezes.
Ele respondeu a 11 processos por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra na Bósnia-Herzegovina de maio de 1992 até o fim de 1995 e foi considerado em 2017 culpado em dez deles. Em 2021, começou a cumprir prisão perpétua.










