Segundo estudo da Quantum, volatilidade diária do principal índice da B3 ficou em 19% desde o começo do ano até a última quarta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da B3, em São Paulo — Foto: Aloisio Maurício/Agência O Globo Embora a corrida eleitoral tenda a aumentar a oscilação de preços na bolsa local em anos eleitorais, um levantamento feito pela Quantum Finance mostra que este ano pode ser diferente: a volatilidade diária do Ibovespa em 2026 é a menor dos últimos ciclos. A volatilidade diária do Ibovespa ficou em 19% desde o começo do ano até a última quarta-feira, 2 de setembro, de acordo com o estudo da Quantum, empresa de tecnologia de inteligência e análise de investimentos, antecipado ao Valor. Já em 2014, o índice oscilou 25% no ano, seguido de 22% em 2018 e de 21% em 2022. Já ao considerar janelas de cerca de dez dias entre o primeiro e o segundo turnos das eleições de 2014, 2018 e 2022, o Ibovespa oscilou entre 26% e 49%, sendo que a volatilidade média do índice durante o período ficou em 37%. Levando-se em conta o Ibovespa em dólares, a oscilação vista na bolsa local ficou entre 29% e 60% nas seis janelas de primeiro e segundo turno das eleições das últimas três eleições, ao passo que a volatilidade média ficou em 52%. O estudo também apresenta que as eleições americanas costumam elevar a oscilação de preços na bolsa local mais do que em Wall Street, mas que 2024 quebrou esse padrão. Na quinzena da eleição presidencial americana de 2016, a volatilidade do Ibovespa foi de 38%, contra 16% do S&P 500 em moeda original. Quatro anos depois, os percentuais foram de 39% e 30%, respectivamente. Em 2024, pela primeira vez no período, a relação se inverteu: a oscilação do Ibovespa caiu para 14% enquanto a do S&P subiu para 17%.