Índice acompanhando desempenho positivo dos demais ativos locais, destoando da forte aversão a risco no exterior 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel de cotações na B3 — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg O Ibovespa dispara nesta terça-feira (1), acompanhando o desempenho dos demais ativos locais, destoando da forte aversão a risco no exterior. Pesquisas que apontam uma disputa mais equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno em outubro aumentam a expectativa de uma possível alternância de poder, impulsionam o índice e provocam um movimento relevante de compra de opções de EWZ (principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York) para dezembro. Nesse contexto, as ações de maior peso no Ibovespa avançam, com destaque para os papéis da Petrobras, que recebem apoio da valorização do petróleo no exterior, com o Brent na casa dos US$ 92 por barril. Por volta das 13h10, o Ibovespa subia 1,87%, aos 180.734 pontos, após oscilar entre a mínima de 177.300 pontos e a máxima de 181.061 pontos. O volume financeiro projetado para o Ibovespa era de R$ 20,6 bilhões. Em Nova York, o Nasdaq perdia 0,53%, o Dow Jones cedia 0,36% e o S&P 500 recuava 0,35%. A maior parte dos papéis opera em alta no pregão. As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras avançavam 2,51% e 1,97%, respectivamente, enquanto a ação ON da Vale subia 0,67%. Entre os bancos, as units do BTG Pactual tinham alta de 2,80% e as ações ordinárias o Banco do Brasil ganhavam 2,51%. Liderando as altas do pregão, CSN ON tinha alta de 6,58% e C&A ON avançava 3,97%, diante da queda dos juros futuros de longo prazo. Na semana, a bolsa brasileira acumula alta de 2,65%, após reagir pela segunda sessão consecutiva a pesquisas eleitorais. O chefe da corretora do Scotiabank Brasil, Michel Frankfurt, destaca que a trajetória negativa do Ibovespa ao longo de julho e agosto deveu-se à percepção de que não haveria uma alternância de poder e à ausência dos investidores estrangeiros, em meio ao período de férias. Há uma semana, porém, diz, houve uma virada, com a entrada de quase US$ 1 bilhão em ações locais. “As pesquisas começaram a mostrar uma melhora do candidato concorrente [Flávio] e o posicionamento em bolsa estava muito leve. Os locais estavam pessimistas, e os gringos estavam tirando dinheiro, na esteira também da competição com a inteligência artificial”, diz Frankfurt. “Você começa a ver as propostas, as indicações, quem formaria as equipes, e isso começou a dar uma animada no mercado”, completa. Mesmo com a valorização, ele acredita que há espaço para uma alta ainda maior caso haja uma “forte indicação” de alternância de poder. “As eleições são o principal fator doméstico para os preços dos ativos a partir de agora, ainda que estejamos sujeitos a interferências externas”, aponta. “As empresas estão estranguladas com o futuro do fiscal e, melhorando o sentimento, o ‘animal spirit’, a economia engata de novo.”
Ibovespa supera 180 mil pontos com maior expectativa de alternância de poder
Índice acompanhando desempenho positivo dos demais ativos locais, destoando da forte aversão a risco no exterior








