O índice destoou da maior aversão a risco vista no exterior e apresentou movimento bastante positivo, em linha com outros ativos domésticos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da B3, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Desde a abertura dos negócios desta terça-feira, o Ibovespa destoou da maior aversão a risco vista no exterior e apresentou movimento bastante positivo, em linha com outros ativos domésticos. Por aqui, pesquisas continuaram a apontar uma disputa mais equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno em outubro, o que elevou a expectativa por uma possível alternância de poder em 2027. De olho no cenário eleitoral, um novo fluxo de compra de opções de EWZ (principal fundo de índice de ações brasileiras negociado no exterior) e de recibos de ações negociados em Nova York (ADRs) da Petrobras, ambos com vencimento para dezembro, ou seja, após as eleições, ajudou a turbinar os ganhos do índice. O montante foi menos expressivo do que o visto na terça-feira passada (25), mas chamou a atenção de agentes financeiros por indicar uma continuidade do movimento. O maior apetite por risco no mercado local impulsionou blue chips, que dispararam, especialmente as ações da Petrobras, que também foram influenciadas pela alta forte dos preços do petróleo. Com isso, após oscilar entre os 177.300 pontos e os 181.061 pontos, o Ibovespa encerrou com alta de 1,30%, aos 179.722 pontos, no maior fechamento nominal desde 12 de maio deste ano, quando o índice terminou aos 180.342 pontos. Entre as blue chips, as PN da Petrobras subiram 4,11%, enquanto as ON da Vale tiveram ganho de 0,58%. Bancos também subiram em bloco, com exceção das units do Santander, que cederam 0,74%, em linha com a queda das ações do Santander Espanha, em um dia em que a venda dos papéis pode ter sido usada para comprar ações de outras instituições financeiras, segundo analistas. Agentes financeiros também monitoraram novos fatos divulgados em relatório da Polícia Federal (PF), mas ainda avaliam se isso poderá respingar na disputa eleitoral. Com o desempenho de hoje, a bolsa brasileira já acumula alta de 2,31% na semana, acumulando ganhos pela 10ª sessão consecutiva. O chefe da corretora do Scotiabank Brasil, Michel Frankfurt, destaca que a trajetória negativa do Ibovespa ao longo de julho e durante uma parte de agosto deveu-se à percepção de que não haveria uma alternância de poder e à ausência dos investidores estrangeiros, em meio ao período de férias. Há uma semana, porém, diz, houve uma virada, com a entrada de quase US$ 1 bilhão em ações locais. “As pesquisas começaram a mostrar uma melhora do candidato concorrente [Flávio] e o posicionamento em bolsa estava muito leve. Os locais estavam pessimistas, e os gringos estavam tirando dinheiro, na esteira também da competição com a inteligência artificial”, diz Frankfurt. “Você começa a ver as propostas, as indicações, quem formaria as equipes, e isso começou a dar uma animada no mercado”, completa. Mesmo com a valorização, ele acredita que há espaço para uma alta ainda maior caso haja uma “forte indicação” de alternância de poder. “As eleições são o principal fator doméstico para os preços dos ativos a partir de agora, ainda que estejamos sujeitos a interferências externas”, aponta. “As empresas estão estranguladas com o futuro do fiscal e, com a melhora do sentimento, o ‘animal spirit’, a economia engata de novo.” Hoje, o volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 21,6 bilhões e de R$ 31,0 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq cedeu 1,03%; o S&P 500 recuou 0,71%; e o Dow Jones perdeu 0,79%.
Ibovespa vai ao maior nível desde maio com pesquisas eleitorais e compra de opções de EWZ
O índice destoou da maior aversão a risco vista no exterior e apresentou movimento bastante positivo, em linha com outros ativos domésticos








