Greg Carafello deixou as Torres Gêmeas minutos antes do segundo avião atingir o complexo e, após anos longe de Manhattan, voltou ao local reconstruído, em 2015 como empresário e voluntário 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Greg Carafello estava no 18º andar quando o primeiro avião atingiu o complexo — Foto: Reprodução Às 8h46 de 11 de setembro de 2001, Greg Carafello se preparava para uma ligação no 18º andar do World Trade Center quando o escritório começou a tremer. O voo 11 da American Airlines havia acabado de atingir a Torre Norte. Poucos minutos depois, Carafello e um funcionário decidiram deixar o prédio, sem imaginar que um segundo avião ainda atingiria a Torre Sul. — Ninguém sabia que um segundo avião ia pousar — contou Carafello, hoje com 66 anos, ao Daily Mail neste domingo. Os dois desceram pelas escadas e atravessaram o complexo em meio à queda de destroços. Carafello conseguiu sair do local minutos antes de o voo 175 da United Airlines atingir a Torre Sul. ‘Não foi um acidente’ Depois de horas caminhando por Manhattan, Carafello conseguiu voltar para Nova Jersey, onde reencontrou a mulher e os quatro filhos. O ataque matou 2.977 pessoas, segundo os registros oficiais, enquanto milhares de outras desenvolveram posteriormente câncer e doenças relacionadas à exposição aos escombros, de acordo com o Programa de Saúde do World Trade Center. Carafello só voltou a frequentar Manhattan regularmente anos depois. Em 2011, passou a atuar como voluntário no Memorial do 11 de Setembro e, posteriormente, no museu dedicado às vítimas e à história dos atentados. Em 2015, voltou a trabalhar no complexo reconstruído. — É muito catártico. Estou orgulhoso de voltar — afirmou ao Daily Mail. Às vésperas dos 25 anos dos ataques, ele planeja novamente passar a data no museu, homenageando as vítimas. — Já se passaram 25 anos, mas aconteceu. Não é um filme. Isto não foi um acidente. Foi uma cena de assassinato — disse.