Em frente às câmeras, elas promovem e imitam os papéis tradicionais de gênero, retratando seus maridos como os grandes provedores, enquanto se dedicam à criação dos filhos e à manutenção da casa. Mas, no mundo real, pagam as contas de toda a família com o seu trabalho e administram impérios multimilionários.
Para a autora americana Caro Claire Burke, o retrato é parte da grande ironia que ilustra o fenômeno das influenciadoras que se apresentam como esposas tradicionais (ou tradwives, na expressão em inglês).
Burke é autora do livro "Bons Tempos: Yesteryear", sucesso de vendas na Europa e Estados Unidos, e que acaba de ser lançado no Brasil pela Editora Rocco e que será adaptado para o cinema
A obra de ficção traz a história de Natalie, uma mulher de 32 anos que trabalha como influenciadora e se apresenta como uma tradwife. De repente, ela é transportada de volta ao século 19 e, quando o teatro vira realidade, os "bons tempos" rapidamente deixam de parecer tão agradáveis.
Em entrevista concedida em abril ao programa Book Club, da BBC Radio 2, Caro Claire Burke falou sobre o processo de escrita do livro e a ironia que é ver mulheres que lucram milhões com as redes sociais se posicionarem como submissas diante das câmeras.







