"Vocês estão muito educados hoje. É a chuva? São as músicas?", disse o vocalista do Avenged Sevenfold, M. Shadows, já na reta final do show que a banda fez na noite deste sábado (5), no Rock in Rio. Fosse a chuva, fosse o repertório, o público no festival não pareceu estar aceso como em outras passagens do grupo por aqui.

O Avenged Sevenfold voltou ao palco Mundo, o principal do Rock in Rio, dois anos depois de ocupar o mesmo espaço no festival. Como em 2024, a banda encabeçou o "dia do metal", renovando a data que antes era exclusiva de dinossauros como Iron Maiden e Metallica.

Desta vez, os americanos até tocaram músicas parecidas —um catadão do que fizeram de melhor entre as décadas de 2000 e 2010. Mas as músicas foram recombinadas, algumas substituídas por outras e eles incluíram uma faixa de seu EP mais recente, "Magic".

O repertório pouco mudou, ao contrário da dinâmica e da urgência. Em 2024, o Avenged Sevenfold não tocava no Brasil havia dez anos. Antes disso, a banda tinha vindo outras quatro vezes ao país, entre 2008 e 2014, incluindo um show no Rock in Rio em 2013.

Desta vez, eles retornam após apenas oito meses da última apresentação no Brasil —quando fizeram o maior show solo de toda sua carreira, em São Paulo, no estádio Nubank Parque. É uma das bandas, como o Bring Me the Horizon, outra que tocou no palco Mundo no sábado, que tem uma base de fãs especialmente grande no país.