Telão de LED foi ponto positivo; infraestrutura com a chuva pode melhorar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Show do Roupa Nova e Guilherme Arantes no palco Sunset — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo Fim da primeira etapa. O primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026 terminou nesta terça-feira, num início marcado por chuva torrencial e shows emocionantes. Os repórteres do GLOBO passaram esses quatro dias na Cidade do Rock durante todo o evento e listaram o que deu certo e o que precisa melhorar para o próximo fim de semana. Deu certo Para o mundo ver: nem todo artista aproveitou a nova estrutura de LED do Palco Mundo, com 2,4 mil metros, mas quem soube proporcionou ao público um espetáculo visual sem precedentes na Cidade do Rock. Volume máximo: Instável no início de edições anteriores, o sistema de som do evento não deixou a desejar, principalmente nos palco Mundo. A aparelhagem segurou desde os riffs pesados das roqueiras da Nova Twins no primeiro dia a bossa nova de Luísa Sonza e Roberto Menescal, ontem. Eficaz e econômico: Metrô e BRT funcionaram sem transtornos, com sinalização clara em todas as estações e percurso. O trajeto de Ipanema a Cidade do Rock, por exemplo, demorou uma hora na tarde de ontem. Assédio é crime: A Secretaria da Mulher, com agentes, postos de acolhimento e sinalização frequente disseminava a mensagem para informar o público e apoiar as vítimas. Demorou, mas chegou: Roupa Nova provou que não deveria ter demorado 35 anos para ser convidado de evento. Guilherme Arantes mostrou que já deveria ter tocado antes. Campanha contra assédio no Rock in Rio — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo Deixou a desejar Alagados: o público se preparou com capas e galochas, mas a infraestrutura não. A drenagem do gramado estava ruim e o escoamento, comprometido. Os fãs, gaiatos, reclamaram da falta de parceria da organização com a Fundação Cacique Cobra Coral, que respondeu: “Eu que estou cheio de trabalho é que não vou procurar (o Rock in Rio)”, disse um representante ao Jornal EXTRA. A chuva no show do BaianaSystem — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo Deixou passar: sinalizadores no dia do metal, spray tipo de pimenta no domingo. Sinal de que a revista da segurança não funcionou adequadamente e comprometeu a segurança do público. Longe demais: Embora com bons serviços para pessoas com deficiência, o espaço da central de acessibilidade (para distribuição de muletas, cadeiras e outros kits) fica distante da entrada do evento, o que gerou reclamação de PCDs. Conexão. Quem não traz carregador portátil para a Cidade do Rock tem grandes chances de ficar incomunicável. Há poucas estações de carregamento de celular, o que traz dois problemas: a dificuldade de achá-los e a disputa por energia.