Banda americana começa o show com 25 minutos de atraso, devido a ‘ajustes técnicos’ 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Após um atraso de 25 minutos por ajustes técnicos, a banda californiana iniciou o show com "Nightmare". O início tardio não desanimou o público sob chuva. O vocalista M. Shadows rebateu críticas das redes sociais e defendeu a união entre as atrações. Ele dedicou a canção "Seize the day" aos outros artistas do dia. Com integrantes na faixa dos 40 anos, o grupo se consolidou como ponte entre clássicos e novos nomes. O show contou com homenagem ao Iron Maiden. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A presença de cerca de vinte pessoas no palco, conversando, gesticulando e apontando para o que parecia ser o telão interno, não parecia um bom auspício para o show do Avenged Sevenfold, que encerraria a segunda noite do Rock in Rio 2026, dedicada ao rock pesado. Na verdade, parecia um mau presságio (em inglês, o nome da banda que tinha acabado de tocar no Sunset, Bad Omens). O horário de 0h05, marcado para o início da apresentação da banda californiana, veio, passou e deixou lembranças. O imenso telão de LED não saía de uma imagem xadrez (possivelmente uma tela de descanso), e o povo esperava sob ameaçadores pingos de chuva. À 0h30, após 25 minutos de atraso, o telão se apagou e o sistema de som começou a tocar “Nightcall”, do DJ francês Kavinsky. Seria, finalmente, um bom auspício? Mais tarde, o festival explicaria que foram “ajustes técnicos”. Avenged Sevenfold no Rock in Rio2026; Veja Fotos 1 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald 2 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald 4 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald X de 8 Publicidade 5 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald 6 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald X de 8 Publicidade 7 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald 8 de 8 Avenged Sevenfold no Palco Mundo — Foto: Marcelo Theobald X de 8 Publicidade A banda finalmente pisou o palco à 0h35, e as primeiras metralhadas das guitarras em “Nightmare” detonaram um frenesi no público (os telões funcionavam normalmente). O refrão melodioso e os músicos espalhados pelo imenso palco ajudaram a explicar a popularidade da banda, de longe a mais representada nas camisetas pretas do dia. Carismático, o cantor M.Shadows (que ostenta com orgulho seu mullet) pouco conversou: deixou canções como “Magic”, “Shepherd of fire” (que veio com imensas labaredas) e “Buried alive” agitarem o povo, que abria rodas e cantava em altos brados. No dia do metal sem os antigos medalhões do gênero, o Avenged Sevenfold é exatamente a ponte entre passado e futuro: com integrantes na faixa dos 40 anos, é de outra geração em relação a Metallica, Iron Maiden e Judas Priest, mas seu som tem esses monolitos como inspiração clara, diferentemente de Bad Omens e Bring Me The Horizon, que já partem dos anos 2000 para levar o gênero à frente. Quando falou mais longamente, Shadows comentou que tinha visto muita negatividade a respeito do festival e das bandas nas redes sociais. — Somos todos amigos! — garantiu ele. — Esta música vai para MGK, Bring Me The Horizon, Poppy, Bad Omens, todas as bandas de hoje. Não percam seu tempo com isso, aproveitem o dia. Foi a senha para a balada “Seize the day” (“Aproveite o dia”), uma das mais cantadas pelo público. — Vamos tentar um negócio aqui, pode ser que dê tudo errado — disse o cantor, enquanto uma bateria extra para Brooks Wackerman era montada na passarela que entrava pelo público. — Esta música é sobre amigos nossos que foram à guerra e voltaram todos ferrados. Tem uma grande influência de uma de nossas bandas favoritas, o Iron Maiden. Esta é “M.I.A.”. O setlist já ia adiantado quando o fraseado das duas guitarras anunciou “Hail to the King”, o maior sucesso da banda, que detonou uma cantoria (inclusive das partes instrumentais), rodas e sinalizadores. Depois de cerca de 1h40 de show, o território Rock in Rio estava conquistado, mais uma vez — foi a terceira vez da banda no festival; a segunda como atração principal. Já a renovação do heavy metal, ela acontece, mas lenta e firme como um riff do Black Sabbath.