Oito países islâmicos e árabes condenaram neste domingo (6) os planos israelenses de retirada dos palestinos da Faixa de Gaza, afirmando que as propostas, apresentadas por ministros do governo de Binyamin Netanyahu, colocam em risco a paz apoiada pelos EUA.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse na quarta-feira (2) que o governo tinha planos para retirar os palestinos de Gaza, mas aguardava a aprovação dos EUA para determinar para onde deslocariam a população do território.

Um dia depois, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou que o plano tinha como objetivo remover 250 mil palestinos de Gaza no primeiro ano, seguidos pelo restante dos cerca de 2 milhões de habitantes ao longo dos seis anos seguintes.

Os ministros das Relações Exteriores de Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Paquistão, Indonésia e Turquia disseram condenar "nos termos mais veementes" os "planos e mecanismos propostos com o objetivo de expulsar à força palestinos de suas terras".

"Essas medidas ameaçam diretamente os esforços internacionais para alcançar a paz, em particular o plano abrangente do presidente Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza, que inclui uma firme rejeição ao deslocamento forçado", acrescentaram, referindo-se ao plano de paz para Gaza, de outubro de 2025, apoiado pelos EUA.