Em meio ao zoológico de objetos que compõem o Sistema Solar, há aqueles pequenos corpos que habitam as regiões mais distantes e frias, dentre os quais alguns acabam por descer ao setor mais ensolarado e ver seus gelos sublimarem por ação da radiação —são os cometas, que normalmente detectamos quando já estão nesse processo de decomposição gradual, formando uma coma e uma cauda. Agora, um grupo de astrônomos conseguiu flagrar o processo de transformação em seu início, ao observar o objeto conhecido como 450P/Loneos.
Descoberto pelo Observatório Lowell, nos Estados Unidos, em 2004, ele pertence à classe dos centauros — nome dado os objetos que trafegam em meio às órbitas dos planetas gigantes, entre Júpiter e Netuno. Imagina-se que eles tenham origem além de Netuno, vindos do cinturão de Kuiper, e se encontrem entre os planetas após interações gravitacionais próximas.
É um tráfego perigoso —como tentar atravessar uma rodovia—, e muitas vezes esses objetos acabam passando perto dos planetas gigantes. O encontro afeta a órbita de alguns deles a ponto de levá-los às regiões mais internas do sistema. Assim nascem os cometas de curto período, que completam uma volta em torno do Sol em no máximo 20 anos.









