A forma como hoje falamos, regulamos e nos preocupamos com a mata atlântica, onde vive a maior parte dos brasileiros, entrelaça-se com a história de uma instituição cujo nome leva um pedido de socorro: SOS Mata Atlântica. No aniversário de 40 anos, a serem completados no dia 20 deste mês, a fundação tenta repetir com as novas gerações algo que fez com sucesso em seus primórdios: a mobilização popular.
Nascida nos anos 1980, em meio ao processo de redemocratização do Brasil e do borbulhante movimento ambiental no país, a primeira grande mobilização da entidade foi um abaixo-assinado, em 1991, atuando por um rio Tietê despoluído.
À época, o governador do estado, Luiz Antônio Fleury Filho (então PMDB-SP), prometeu que "em torno de oito anos já será possível pescar". Em 2026, quem passa ou vive em São Paulo provavelmente sabe que isso não se tornou a realidade do Tietê, ainda monitorado pela SOS Mata Atlântica.
O abaixo-assinado foi um sucesso. Mais de 1 milhão de assinaturas coletadas.
"Um milhão de assinaturas no papel. A pessoa ia lá, assinava o papel, mandava pelo correio", diz Marcia Hirota, que está na fundação há mais de 30 anos e hoje preside o conselho da entidade. "Você imagina como era fazer mobilização? Telefonava-se, um por um. E mesmo assim fomos buscando engajar a sociedade, buscando trazer mais pessoas para a luta."







