Parece óbvio alguém ir a um motel para fazer sexo. O que não é comum é dizer que foi até lá para saborear um menu assinado por um chef.
Essa cena, porém, está cada vez mais comum. Estabelecimentos em São Paulo têm apostado na experiência gastronômica para atrair clientes.
No Lush, com unidades nos bairros da Lapa e do Ipiranga, o festival Chefs no Motel enche a noite do casal com pratos como queijo brie forneado, croqueta de costela, robalo em crosta de castanha e medalhão de mignon ao molho de vinho tinto. O menu, com entrada e prato principal, custa R$ 109 e é assinado pela chef Bia Rosa.
A gastronomia é apenas uma das formas encontradas pela chamada nova motelaria para ampliar o que o cliente faz dentro de uma suíte. Antes associado sobretudo a encontros rápidos e extraconjugais, o negócio tenta se transformar em um programa de lazer e convencer o hóspede a ficar mais tempo e a gastar mais.
A mudança acompanha uma transformação no perfil dos frequentadores. Pesquisa da Associação Brasileira de Motéis, realizada em 2023, mostra que 85% dos clientes estão em relacionamentos estáveis, como casamentos e namoros.






