Ao retirar do Inquérito das Fake News o pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu na sexta-feira 4 mais um passo para encerrar uma das investigações mais importantes — e controversas — da história recente da Corte.

Aberto em março de 2019, o Inquérito 4.781 atravessou a radicalização do bolsonarismo, os ataques ao sistema eleitoral, o 8 de Janeiro e as investigações sobre a trama golpista. Ajudou a revelar redes de desinformação e articulações contra as instituições, mas também acumulou críticas sobre sua duração, seu alcance e o modelo excepcional adotado pelo STF para conduzi-lo.

Fachin incluiu o encerramento da investigação entre os compromissos de sua gestão para “modernizar” o sistema de Justiça. Não estabeleceu, porém, uma data para isso. Seu movimento abre uma nova discussão: como concluir o inquérito sem interromper apurações ainda importantes e como devolver aos canais ordinários as investigações que dele se desdobraram.

Como começou

O Inquérito das Fake News foi aberto em 14 de março de 2019 pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. O objetivo declarado era apurar “notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e infrações” que atingissem a honra e a segurança da Corte, de seus ministros e de seus familiares.