Contra todo o tipo de ameaça, indígenas empregam diferentes instrumentos de proteção em seus territórios. Articulação jurídica e incidência internacional são algumas delas. Mas também se valem de ativismo, equipes de vigilância, navegações em comboio e até de música.
É o que mostraram lideranças de diferentes povos no TEDxAmazônia, realizado no Equador na última semana.
"Durante muito tempo pensei que defender a amazônia significava somente resistir", diz Alexis Grefa, dirigente de Assuntos Internacionais da etnia quíchua (kichwa) de Pastaza.
"Mas a amazônia não precisa de heróis. Precisamos negociar, criar propostas e ocupar cargos nas decisões sobre o futuro do planeta", completa ele. O equatoriano integrou no ano passado uma flotilha até a COP30, em Belém (PA), com representantes de 60 organizações indígenas que exigiam transição energética justa.
Resistência é a maneira como Davixon Payaguaje aprendeu a proteger seu povo, hoje composto por 800 pessoas que vivem em Sucumbíos, região entre o Equador e a Colômbia.








