Recuo das taxas impulsiona as ações ligadas à economia doméstica, que lideram as altas do pregão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ibovespa sobe com queda de juros futuros e alta da Vale, apesar de ‘payroll’ forte — Foto: Aloisio Maurício/Agência O Globo Após recuar no início dos negócios em reação ao “payroll” (o relatório do mercado de trabalho dos EUA) mais forte do que o esperado, o Ibovespa passa a subir na tarde desta sexta-feira (4). A queda dos juros futuros impulsiona as ações ligadas à economia doméstica, que lideram as altas do pregão, enquanto a valorização da Vale, em linha com o avanço do preço do minério de ferro na China, dá apoio ao índice. Embora os números do mercado de trabalho nos Estados Unidos tenham reforçado as chances de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o Ibovespa se recupera nesta sessão, em meio à pesquisa Datafolha divulgada ontem à noite, que reforçou o acirramento da disputa presidencial, e aos desdobramentos do caso Master, que envolvem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Por volta das 12h40, o Ibovespa subia 0,37%, aos 185.867 pontos, após oscilar entre a mínima de 183.252 pontos e a máxima de 185.984 pontos. O volume financeiro projetado para o Ibovespa era de R$ 15,6 bilhões. Em Nova York, o Nasdaq perdia 0,47%, o Dow Jones cedia 0,69% e o S&P 500 recuava 0,51%. As ações ordinárias da Vale avançavam 1,01%, ao passo que os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras cediam 1,05% e 0,82%, respectivamente, diante da queda do petróleo no exterior. Entre os bancos, o papel ON do Banco do Brasil recua 0,31%, enquanto os demais avançam, com destaque para as units do BTG Pactual, com ganhos de 0,85%. Liderando as altas do pregão, as ações ON da Minerva subiam 6,86% e o papel ON da Magazine Luiza ganhava 3,60%. Entre os maiores ganhos, Ultrapar ON avançava 2,22%, diante da consolidação de uma de uma estrutura de holding diversificada, ancorada em uma estratégia ativa e integrada de alocação de capital, segundo analistas do J.P. Morgan. Já na ponta negativa, Brava ON recuava 2,25% e Natura ON cedia 2,17%. No cenário macroeconômico, os agentes observam as movimentações no campo político, ainda mais após o ministro do STF Alexandre de Moraes pedir que o ministro André Mendonça seja investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Mais cedo, o presidente da corte, Edson Fachin, afirmou que os fatos levantados estão sendo apurados e a resposta institucional será "firme, proporcional e rigorosa". Ele deu cinco dias úteis para os envolvidos, incluindo os dois ministros, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem sobre o caso. Após a retomada da entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira, que somou quase R$ 6 bilhões nos últimos dez dias, o Bank of America (BofA) destaca que o mercado local teve desempenho superior aos pares globais nesta semana. O Ibovespa avançou 7,6%, ante altas de 0,5% do Mexbol e do S&P 500, enquanto os mercados emergentes recuaram 1,2%. Para o banco, parte da alta recente do índice pode refletir a cobertura de posições vendidas. Desde a mínima de 18 de agosto, o Ibovespa acumula retorno total de 14% em dólares, enquanto tanto as ações com maior concentração de posições vendidas quanto aquelas com consenso de posições vendidas avançaram 19%. O posicionamento mais construtivo também teve papel relevante, com alta de 14% dos papéis com consenso de posições compradas. “Gostamos da assimetria proporcionada pelas opções antes das eleições de outubro”, dizem os analistas. Segundo o BofA, a incerteza permanece elevada e o nível atual do Ibovespa atribui baixa probabilidade ao cenário otimista traçado pela instituição. Assim, eles reforçam que, apesar da cautela dos investidores, o quadro técnico melhorou marginalmente, com a interrupção das saídas de estrangeiros nas últimas duas semanas e o fortalecimento da perspectiva de continuidade do ciclo de flexibilização monetária.
Ibovespa sobe com queda de juros futuros e alta da Vale, apesar de ‘payroll’ forte
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