Operadores de câmbio entendem que mercado doméstico foi bastante beneficiado nesta semana por ajustes de posição, possivelmente atrelados à disputa eleitoral mais acirrada, mas um movimento muito maior que esse é visto como improvável 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Dólar à vista sobe com exterior, mas deve terminar semana em queda — Foto: Paul Yeung/Bloomberg O dólar à vista sobe no início da tarde desta sexta-feira (4). A moeda americana chegou a avançar com mais ímpeto frente ao real, em especial após a divulgação de dados mais fortes do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Com o "payroll” forte, a divisa brasileira chegou a exibir um dos piores desempenhos do dia, mas se afastou dessa posição. Operadores de câmbio entendem que o mercado doméstico foi bastante beneficiado nesta semana por ajustes de posição, possivelmente atrelados à disputa eleitoral mais acirrada, mas um movimento muito maior que esse é visto como improvável. Na semana, o dólar caminha para acumular em queda. Perto das 15h31, o dólar à vista operava em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,1250, depois de ter batido na mínima de R$ 5,1012 e encostado na máxima de R$ 5,1422. Já o euro comercial registrava valorização de 0,23%, a R$ 5,9495. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,24%, aos 99,147 pontos. O dólar à vista ganhou tração nesta sessão após a divulgação do “payroll” (relatório oficial de empregos dos EUA) de agosto, mas o movimento não se sustentou por muito tempo. A moeda americana perdeu fôlego, ainda que se mantenha em alta frente ao real e a maioria das moedas mais líquidas. No caso do real, traders viram esta semana como um ponto de virada por conta do cenário político. O Wells Fargo afirma, em nota, que o foco deve se manter nas novas pesquisas eleitorais, que podem confirmar uma eleição mais competitiva, reforçando a visão atual da casa de alta para o real. “A tendência ficou muito clara em praticamente todas as pesquisas recentes, que mostram uma disputa bastante acirrada, à medida que acusações de corrupção atingiram ambos os candidatos. Algumas pesquisas mostram os principais candidatos tecnicamente empatados no segundo turno, com a campanha entrando em suas últimas semanas.” Ainda segundo o banco americano, o mercado tem se concentrado recentemente nos diferentes cenários eleitorais e em como se posicionar antes da eleição. “O consenso tem sido ficar vendido em real [aposta contrária à moeda brasileira] à medida que a incerteza eleitoral é precificada. Estamos no campo oposto e mantemos uma posição comprada em real contra o dólar desde 19 de agosto", acrescentam. “Enquanto isso, a atividade econômica continua fraca e a inflação certamente oferece espaço para que o Banco Central continue reduzindo os juros em movimentos de 0,25 ponto percentual. Esse é um cenário doméstico favorável. O ambiente global também é importante, já que as commodities em geral estão atingindo novas máximas, enquanto a exposição do Brasil ao petróleo bruto oferece suporte às contas externas e ao real.”
Dólar à vista sobe com exterior, mas deve terminar semana em queda
Operadores de câmbio entendem que mercado doméstico foi bastante beneficiado nesta semana por ajustes de posição, possivelmente atrelados à disputa eleitoral mais acirrada, mas um movimento muito maior que esse é visto como improvável






