Em um dia sem orientadores, a liquidez seguiu mais baixa do que a média recente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Notas de dólar — Foto: Dimas Ardian/Bloomberg O dólar à vista exibiu apreciação na sessão desta quinta-feira, devolvendo parte da desvalorização forte de ontem, após o anúncio do Tesouro americano sobre o aumento da recompra de títulos de longo prazo. Hoje, o movimento do câmbio local se espelhou no que ocorreu no exterior, com a maior parte das moedas mais líquidas também revertendo em alguma magnitude o movimento desta quarta-feira. Em um dia sem orientadores, a liquidez seguiu mais baixa do que a média recente. Encerradas as negociações, o dólar à vista registrou alta de 0,32%, a R$ 5,1926, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1778 e batido na máxima de R$ 5,2014. No mercado futuro, o volume de contratos de dólar negociados hoje foi de US$ 24,4 bilhões (considerando contratos cheios e mini), enquanto a média do mês de agosto é de US$ 28,8 bilhões. No fechamento, o euro comercial avançou 0,33%, a R$ 6,0643. Perto das 17h15, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, seguia estável (+0,05%), aos 98,886 pontos. Desde o começo da sessão de hoje, o dólar recupera parte do terreno perdido ontem, ainda que o movimento de ajuste seja bastante tímido. Na sessão, a ausência de um orientador faz com que o preço do câmbio tenha pouca força na direção, da mesma forma que a liquidez segue mais baixa do que a média dos últimos dias. Apesar da depreciação firme do real na semana passada, o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, diz ver o câmbio ainda com fundamentos positivos. “O diferencial de juros ainda mantém o carry-trade atrativo e há melhora por parte do fluxo comercial, pelo petróleo, e melhora no FDI [investimento direto no país], atenuando o déficit em conta corrente”, afirma. Por conta disso, a gestora espera uma piora no câmbio no período eleitoral, mas entende que os fundamentos voltam a pesar no pós-eleições. “O prêmio de risco vai aparecer e vai pressionar o câmbio, mas os fundamentos seguem positivos, e não vemos um fluxo de fim de ano tão ruim neste ano”, diz, acrescentando que a casa também não espera uma alta do Federal Reserve (Fed) até o final deste ano. “Não é nosso cenário-base, mas se tiver alta [de juros pelo Fed], aí sim o DXY ganha força, e por aqui, provavelmente, o dólar também se valorizará.” O banco Citi, em nota, diz que os preços das commodities permanecem elevados e limitam a depreciação do real. “No curto prazo (0–3 meses), esperamos que o real permaneça próximo desse nível, em R$ 5,20 por dólar (ante R$ 5,10 anteriormente). Olhando à frente, os riscos no cenário externo continuam relacionados aos desdobramentos das tensões geopolíticas e a um dólar mais forte, enquanto, no cenário doméstico, estão ligados à intensificação da disputa presidencial”, afirma o economista-chefe de Brasil, Leonardo Porto. “Continuamos esperando uma depreciação moderada do câmbio, mantendo inalterada nossa projeção para o dólar em R$ 5,35 no horizonte de 12 meses.”
Dólar à vista avança em ajuste após queda forte da véspera, em linha com exterior
Em um dia sem orientadores, a liquidez seguiu mais baixa do que a média recente
554 words~3 min read






