Instituto investigou pela primeira vez as razões que levam trabalhadores a optar por exercer profissão ligada a aplicativos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flexibilidade, falta de outras oportunidades e rendimento melhor são principais razões que levam trabalhadores ao serviço com aplicativos — Foto: Divulgação/99Food A flexibilidade de horários é o principal motivo que leva profissionais a buscarem o trabalho em plataformas digitais. A pesquisa Trabalho por Meio de Plataformas Digitais (2025), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mostrou que 26,8% dos quase 2 milhões de trabalhadores plataformizados do país começaram a trabalhar para companhias do setor digital por causa da flexibilidade de horários. Essa foi a primeira vez que o IBGE identificou as razões para as pessoas exercerem o trabalho por meio de plataformas digitais de serviços. Juntamente com os 24,6% que não conseguiram outro trabalho e com os 20,8% que optaram pela plataformização por ganhar mais que em outros serviços, esses trabalhadores somam 72,2% de todos os empregados neste setor. LEIA MAIS: O cenário é bem diferente quando considerados apenas os trabalhadores plataformizados que têm no meio digital o segundo emprego. Neste caso, 87,7% dos empregados apontaram que trabalhavam por meio de plataformas digitais para complementar a renda. O IBGE também apontou diferenças relevantes quando analisados o tipo de ocupação. Entre os motoristas de aplicativo — sem contar os motoristas de táxi que usam plataformas — o principal motivo apresentado, com 33,4% dos entrevistados, foi não ter conseguido outro trabalho, enquanto a flexibilidade aparece com 27,2% e o rendimento superior ao de outros trabalhos figura com 24,4%. Quando o recorte é feito com os entregadores de aplicativos, as três principais razões ficam muito próximas: não conseguiu encontrar outro emprego aparece com 26,9%; a flexibilidade vem a seguir com 26,6%; e o rendimento maior que em outros trabalhos também é citado por 26,6%. Entre os motoristas de aplicativos de táxi, complementar a renda é citado por 26,7%; não conseguir encontrar outro trabalho vem a seguir com 23,8%; e a flexibilidade é lembrada por 23,5%. Entre os trabalhadores de aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais, complementar a renda é o motivo de 29,4%; a flexibilidade é a razão de 22,4%; e melhoras as habilidades, ganhar experiência ou expandir a rede de contatos aparece com 14,1%. Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) – que reúne empresas como Uber, 99, iFood e Amazon – contestou algumas informações da pesquisa, especialmente no que se refere ao trabalho por aplicativos como complemento de renda. Pelos dados do IBGE, quase dois milhões (1,959 milhão) trabalhavam por meio de aplicativos de serviços no Brasil em 2025, dos quais 92,1% do total (1,8 milhão de pessoas) têm nesta atividade seu trabalho principal ou único e o restante (182 mil pessoas) o exerciam como atividade secundária. A Amobitec cita pesquisa do Centro Brasileiro de de Análise e Planejamento (Cebrap) – encomendada pela própria associação – que aponta que 42% dos motoristas e 46% dos entregadores utilizam os apps junto a outras atividades remuneradas. Outra pesquisa citada, do Instituto Datafolha, identificou que 58% dispõem de outra fonte de renda além dos aplicativos.
Flexibilidade e falta de outra ocupação são principais motivos para trabalho por apps, mostra IBGE
Instituto investigou pela primeira vez as razões que levam trabalhadores a optar por exercer profissão ligada a aplicativos









