0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 AudioNova, marca da Sonova no varejo — Foto: Divulgação A Sonova, companhia suíça que é líder global em tecnologia de saúde auditiva, quer dobrar de tamanho no Brasil nos próximos cinco anos. O país já representa 71% da operação latino-americana da empresa — que vende aparelhos auditivos de marcas como Phonak e opera no varejo com as lojas AudioNova —, mas a Sonova enxerga oportunidade de crescimento com o envelhecimento acelerado da população, o aumento do acesso aos equipamentos e a redução do estigma sobre essa tecnologia. — O Brasil já é uma das operações com maior crescimento global para a Sonova. Aqui, a rede passou de cerca de 60 para 312 pontos de venda em sete anos. Mas vemos espaço para acelerar a estratégia e dobrar o negócio novamente nos próximos cinco anos — disse à coluna Oliver Lux, executivo austríaco que é presidente para Europa, América Latina, África e Oriente Médio na Sonova. Para alavancar essa demanda latente, a companhia quer dobrar a aposta na estratégia que proporcionou seu crescimento nos últimos anos no país. O plano inclui abertura de lojas próprias, aquisição de empresas regionais e o desenvolvimento de um modelo semelhante a microfranquias com audiologistas parceiros, detalha Ricardo Hammerat Ribeiro, vice-presidente para América Latina na Sonova. — A gente mantém nosso apetite para aquisições e pretende continuar investindo em consolidação do mercado brasileiro, priorizando regiões consideradas estratégicas para aumentar a capilaridade da rede — diz Ribeiro. Presença em óticas Segundo o executivo, também está nos planos concretizar a presença de seus produtos em óticas — que já contam com penetração relevante no varejo brasileiro — e grandes varejistas. — Ainda não temos uma presença organizada em óticas, mas vemos oportunidades de parceria com grandes redes desse canal — acrescenta Ribeiro. Segundo Lux, há “gordura para queimar” porque, enquanto entre 15% e 20% da população apresentam algum grau de perda auditiva, apenas uma parcela desse total usa aparelhos auditivos. Segundo ele, além de acesso, custo e estigma, um dos maiores obstáculos à expansão do mercado é a falta de conscientização sobre a perda auditiva. — Há uma jornada individual que normalmente leva de três a sete anos, desde a pessoa sentir os primeiros sinais de que não está ouvindo bem até, de fato, procurar uma solução. Isso acontece porque as pessoas são muito boas em criar mecanismos de compensação para lidar com o problema — explica. Outra aposta sua é na redução do estigma graças à transição demográfica: — O estigma não está relacionado à perda auditiva em si, mas à associação com o aparelho auditivo. Mas o envelhecimento saudável e a longevidade estão se tornando uma grande tendência, e as pessoas estão cada vez mais abertas a diferentes dispositivos de saúde. A primeira geração de pessoas que chegará aos 60 anos tendo passado duas décadas usando smartphones terá uma relação muito diferente com a tecnologia. Chip de inteligência artificial A companhia aposta em tecnologia para “tirar o setor dos velhos clichês e levá-lo para um ambiente moderno”, nas palavras de Oliver Lux. A Sonova diz investir o equivalente a R$ 750 milhões por ano em inovação e pesquisa. — O aparelho auditivo é um dispositivo puramente digital: há um chip que processa o som com mais de 70 milhões de cálculos por segundo. Há um segundo chip no aparelho, com inteligência artificial e nosso próprio modelo de linguagem, que aprende conforme você o utiliza e se adapta às situações em que está — analisa o executivo austríaco. Fundada em 1947 e sediada em Stäfa, na Suíça, a Sonova atua nos negócios de atacado, varejo e implantes cocleares por meio das marcas Phonak, Unitron, AudioNova e Advanced Bionics. A firma opera em mais de 100 países e, no exercício financeiro de 2025/26, o grupo faturou o equivalente a R$ 23 bilhões e lucrou R$ 3,5 bilhões. Listada na Bolsa suíça, a Sonova vale cerca de R$ 88 bilhões.
Sonova, líder global de aparelhos auditivos, quer dobrar de tamanho no Brasil em 5 anos
Sonova, líder global de aparelhos auditivos, quer dobrar de tamanho no Brasil em 5 anos










