Agentes de inteligência artificial começam a assumir tarefas dentro das operações das empresas, indo além da simples resposta a perguntas típica dos chatbots. Diferentemente de fluxos automatizados com respostas predefinidas, esses agentes conseguem reagir a diferentes contextos, consultar bases internas, acessar sistemas corporativos e executar etapas de processos inteiros.

Projetos aplicados em diferentes setores da economia já registram redução de até 95% no tempo de revisão e curadoria de tarefas, além de precisão de 99,7% em diagnósticos empresariais.

A mudança marca uma nova etapa na adoção corporativa da tecnologia. Enquanto a primeira onda de inteligência artificial generativa trouxe sobretudo ferramentas de interação com usuários, como chatbots capazes de produzir textos, resumir documentos e responder perguntas, a etapa atual conecta agentes a sistemas de gestão, plataformas de relacionamento com clientes, interfaces de programação e bases de conhecimento para consultar informações e apoiar fluxos internos.

Os números fazem parte de um levantamento da NearX, startup brasileira especializada em soluções de inteligência artificial, com base em projetos implementados em diferentes setores. Para Caio Mattos, fundador e CEO da NearX, a mudança marca uma nova fase da adoção corporativa da tecnologia. “Nos últimos anos, grande parte das empresas experimentou IA como uma ferramenta que responde perguntas ou ajuda alguém a produzir alguma coisa. O próximo passo é mais profundo: a IA começa a participar da operação, consultando sistemas, executando etapas e registrando o que aconteceu. É nesse momento que a tecnologia começa a mexer efetivamente na produtividade das empresas”, afirma.