Presidenciável pede que apoiadores pressionem candidatos a deputado e senador a incluir seu número nas peças e defende voto em candidatos alinhados à direita 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro chega à Praia de Copacabana para primeiro ato da campanha presidencial de 2026 — Foto: Mauro Pimentel/AFP O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) passou a cobrar publicamente que candidatos aliados incluam seu nome e número nos materiais de campanha. Em uma live realizada nesta quinta-feira, o senador pediu que seus apoiadores fiscalizem santinhos, adesivos e outros materiais produzidos por candidatos a deputado e senador e pressionem aqueles que não fizerem referência à sua candidatura à Presidência. — Vejam se estão (candidatos aliados) colocando aí para presidente o Flávio Bolsonaro 22 no materialzinho de campanha deles. Se não tiver, cobre ele. Cobre porque é muito importante ter esse voto de ponta a ponta em aliados nossos — afirmou. Como mostrou o GLOBO, a cobrança ocorre em um contexto em que candidatos que orbitam o campo político de Flávio têm preferido algumas vezes associar suas campanhas a nomes como Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira, que em certos casos aparecem com mais destaque em santinhos, adesivos e publicações nas redes sociais. Entre os candidatos a cargos majoritários, também há casos de aliados que mantêm Flávio fora de seus materiais eleitorais. Na live, Flávio fez uma espécie de convocação para que seus apoiadores atuem sobre essas candidaturas. Embora não tenha citado nominalmente nehum candidato, ele citou especificamente materiais usados nas campanhas de rua, como adesivos para carros e peças de divulgação. — Então o seu deputado estadual e federal, na colhinha que ele está fazendo para campanha na rua, adesivo nos carros, o material dele tem que ter lá, obviamente, o número dele e também o número do presidente Flávio Bolsonaro — disse, referindo-se a si mesmo na terceira pessoa. A fala ocorre na primeira live de Flávio desde a revelação de informações sobre a relação entre o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio também foi comentado pelo senador durante a transmissão. Além da cobrança pela associação de sua imagem, Flávio aproveitou a transmissão para pedir votos para candidatos ao Senado alinhados ao seu grupo político. Ele passou boa parte do programa citando um a um dos mais de 40 políticos apoiados por ele no Brasil junto de seus respectivos números de urna. A eleição de uma bancada forte na Casa é considerada estratégica pela direita, que tem defendido a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo como uma de suas principais bandeiras. — A única forma para a gente começar a arrumar essa bagunça que está Brasília é tendo um Congresso Nacional forte — afirmou. Na sequência, o senador pediu que os eleitores escolham deputados e senadores que estejam alinhados com seu grupo. — Escolha deputados federais que estejam alinhados com a gente, que estão na nossa base do seu estado — disse. A estratégia busca formar uma bancada capaz de sustentar no Senado as pautas defaendidas pelo campo bolsonarista. Como os processos de impeachment de ministros do STF tramitam no Senado, a direita considera a composição da Casa central para qualquer tentativa de avançar nessa agenda. Flávio relacionou diretamente a necessidade de eleger novos senadores à tentativa de abrir um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes. — E por que chegou a esse ponto? Porque nós não temos o número suficiente de senadores na atual legislatura para fazer impeachment do Alexandre de Moraes. Por isso que eu comecei essa live falando dos nossos candidatos ao Senado em todos os estados — afirmou.