A tensão que ronda Brasília recaiu sobre a Advocacia-Geral da União. Interlocutores do órgão disseram à reportagem, sob reserva, que a decisão de Jorge Messias de não acionar o Supremo Tribunal Federal contra o ministro André Mendonça pode prejudicar sua imagem e interferir em uma eventual indicação à vaga de Luís Roberto Barroso na Corte.
Há poucas semanas, a Polícia Federal acionou a AGU para contestar determinações de Mendonça que impuseram maior controle sobre as investigações de uma fraude no INSS. O clima na instituição é de “abalo” diante da possibilidade de ser criticada por “não ter feito nada sobre as supostas irregularidades”, disse uma fonte à CartaCapital.
A avaliação é de que parte dessa crise reputacional — que envolve também a relatoria do caso do Banco Master — recaia sobre a AGU, uma vez que a PF listou uma série de problemas na condução do processo sem que o órgão adotasse medidas a respeito.
Messias tampouco está satisfeito com a postura do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que resiste a recuar e cumprir as determinações de Mendonça. Segundo apurou a reportagem, o titular da AGU considera a atitude de Andrei “irresponsável”, por avaliar que ela poderia resultar na nulidade dos processos sob a relatoria de Mendonça e elevar a tensão institucional.














