03/09/2026 17h33 Atualizado há 5 dias

A um mês das eleições e pressionado pela dívida pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou, na quinta-feira (3), os gastos do governo na Previdência e disse que não aceitará que o governo coloque a responsabilidade do déficit fiscal na área. O chefe do Executivo justificou que o déficit das contas públicas é por conta dos juros pagos por ano. “É preciso que tenhamos noção do que quebra o país e do que ajuda”, comentou.

“Nunca aceitei jogar a responsabilidade do déficit em cima da Previdência Social. Nunca aceitei nem vou aceitar. Se a gente tiver problema de compatibilidade entre receita e despesa, a gente discute e acerta, mas não dá para jogar [a responsabilidade] na Previdência”, falou o petista. “O déficit é porque temos que pagar R$ 1,3 trilhão de juros todo ano para resolver os problemas deste país”, complementou.

De olho em alegar o cumprimento de uma promessa de campanha feita em 2022, o governo anunciou, na quinta, que a quantidade de requerimentos de benefícios previdenciários e assistenciais em análise pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a 1,252 milhão de pedidos ao fim de agosto. Esse é o menor número desde o início do governo Lula 3. O patamar está abaixo do volume de novos pedidos mensais e dentro da capacidade de análise do instituto.