Crime e consumo, infelizmente, muitas vezes se encontram nas escolhas de produtos pelos consumidores. Isso ocorre quando, iludidos por supostos preços inferiores à média das empresas que seguem as leis, compram aparelhos, equipamentos, bebidas, roupas, remédios e tênis contrabandeados ou falsificados.
Conforme dados do FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade), 15 segmentos econômicos acumularam, em 2025, perdas de R$ 326,3 bilhões. Vestuário e bebidas alcoólicas lideram esse ranking, com perdas superiores a R$ 80 bilhões cada um.
Não se trata, portanto, de criminosos de fundo de quintal. São autênticas máfias, com perfis diferentes dos mafiosos que apareciam nos antigos filmes de Hollywood. Suas fotos não costumam aparecer nos jornais, pois agem quase em silêncio, exceto quando há confrontos mais violentos, geralmente localizados.
Em 2014, o mercado ilegal movimentou R$ 100 bilhões, fazendo com que o Brasil legal deixasse de receber impostos e demais tributos, e de criar empregos formais. No ano passado, essa montanha de dinheiro ilegal atingiu inacreditáveis R$ 473 bilhões em perdas totais (os R$ 326,3 bilhões já citados, subtraídos de 15 segmentos econômicos, mais R$ 146,8 bilhões em sonegação de impostos estimada).













