Um novo documento anexado ao processo de investigação da morte da soldado Gisele Alves Santana, 32, afirma que elementos identificados no apartamento em que ela foi encontrada baleada na cabeça, em 18 de fevereiro, afastam a hipótese de suicídio.
A informação consta no laudo complementar de 15 páginas a que a reportagem teve acesso e produzido pelo Núcleo de Perícias em Crimes Contra Pessoa, do Instituto de Criminalística, elaborado a pedido da defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 54, preso sob suspeita de feminicídio.
Ele, que pediu aposentadoria após o caso, é acusado de assassinar a esposa e simular um suicídio. O oficial nega o crime.
A defesa de Neto, feita pelo advogado Eugênio Malavasi, havia encaminhado uma série de questionamentos à perita responsável pelo caso, em razão dos laudos produzidos por ela anteriormente. As respostas, também em forma de laudo, foram enviadas na terça-feira (1º).
Um dos questionamentos da defesa pedia que a perita descrevesse quais vestígios materiais constituíram os elementos técnicos determinantes utilizados para a reconstrução da dinâmica do crime, de modo a diferenciar um evento homicida de um suicida.








