Vinícius teve a prisão temporária decretada pela Justiça após a Polícia Civil identificar elementos que colocaram em dúvida a versão de suicídio apresentada por ele, como a trajetória do projétil que matou Larissa na residência do casal, no último domingo (6), em Embu das Artes, na região metropolitana. A família não acreditou na versão do soldado e sustenta que ela foi vítima de feminicídio. Vinicius Silva (à esquerda) é suspeito de matar Larisa Marata. Geraldo Neto (à direita) é réu pelo feminicídio de Gisele Alves. Os dois PMs estão no presídio militar Romão Gomes em SP. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal e TV Globo O g1 não conseguiu localizar a defesa de Vinicius. Em seu depoimento antes da prisão, o soldado alegou que Larissa chorou e se matou com um tiro na cabeça após ele dizer que não a amava mais e queria a separação. A arma usada foi a dele, e foi encontrada sob o corpo da mulher. Os dois casos Soldado Vinicius Silva (à esquerda, de jaqueta preta e boné) é preso e depois levado ao Romão Gomes, onde está tenente-coronel Geraldo Neto (abraçado por PMs) — Foto: Reprodução/TV Globo A coincidência entre os casos ocorre no momento em que as investigações sobre as duas mortes avançaram a partir da análise das cenas dos crimes e de elementos periciais que colocaram em dúvida as versões de suicídio inicialmente apresentadas. No caso de Larissa, a Polícia Civil investiga a morte como suspeita e aguarda resultados periciais para confirmar a possibilidade de feminicídio. A mulher foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro da residência onde morava com Vinícius e o filho de 2 anos. A partir dos elementos reunidos na investigação, a principal hipótese passou a ser a de assassinato, e não de suicídio. Informações preliminares dos peritos dão conta de que o disparo que matou a mulher foi dado da esquerda para a direita, acima da orelha esquerda, na parte detrás da cabeça. Como Larissa é destra, seria improvável que ela fizesse isso. Vinicius e Larissa eram casados. Técnica deixa um filho que teve com policial militar. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde morava com Geraldo Neto, no Brás, região central de São Paulo. Ela tinha 32 anos e deixou uma filha, fruto de um relacionamento anterior. O caso inicialmente também foi tratado como suicídio, mas a investigação apontou elementos que contradiziam essa versão. O laudo pericial descartou a hipótese de que Gisele tivesse tirado a própria vida. Geraldo Neto, de 54 anos, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) e se tornou réu na Justiça comum por feminicídio qualificado e fraude processual. Segundo a acusação, ele teria matado Gisele e alterado a cena do crime para tentar fazer a morte parecer um suicídio. Os detalhes que transformaram o tenente-coronel em réu pelo feminicídio da PM Gisele Alves O tenente-coronel está preso preventivamente no Romão Gomes desde 18 de março. Prédio da administração da unidade prisional dentro do complexo Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. — Foto: Raul Zito/G1
Soldado suspeito de matar esposa está preso com oficial do caso Gisele | G1
Vinícius Silva está no Romão Gomes em SP por envolvimento na morte de Larissa Morata; no local também está Geraldo Neto, réu pela morte da esposa, a PM Gisele Alves.









