Tenente-coronel aposentado Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de homicídio qualificado e fraude processual, vai depor na próxima sexta-feira (3) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, encontrada morta na quarta-feira (18) — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 17:08 Filha de soldado morta depõe contra ex-marido acusado de homicídio em SP A filha da soldado Gisele Alves Santana, morta em fevereiro em São Paulo, depôs à Justiça em audiência sobre o caso que envolve o ex-marido, o tenente-coronel aposentado Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de homicídio qualificado e fraude processual. A menina, de 7 anos, aceitou depor após psicoeducação jurídica. Geraldo Neto, que alega que a esposa se suicidou, será ouvido na sexta-feira. O caso pode levá-lo a júri popular. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A filha da soldado Gisele Alves Santana, morta em fevereiro em São Paulo, depôs à Justiça nesta quarta-feira (1) em audiência de instrução no processo que julgará o ex-marido da policial, o tenente-coronel aposentado Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob a acusação de assassinar a esposa. A menina, de 7 anos, chegou ao Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista, acompanhada do pai e de um advogado. Por meio de um instrumento chamado de psicoeducação jurídica, a criança obteve informações sobre o processo de forma lúdica e pôde decidir se gostaria de prestar esclarecimentos. Ela aceitou e foi ouvida na sequência. É terceiro dia de oitivas sobre o caso, na 5ª Vara do Júri de São Paulo. Na sexta-feira (3), será a vez de Geraldo Neto depor. Ele sustenta a versão de que a esposa se suicidou, mas diversas inconsistências nessa tese o levaram a ser indiciado e tornar-se réu na ação. Nesta quarta, outros familiares e amigos de Gisele também foram arrolados e prestaram depoimentos. Os nomes e os teores das oitivas não foram divulgados. No dia anterior, foram ouvidos dez policiais militares, entre agentes e bombeiros que prestaram os primeiros socorros à vítima. Os depoimentos deles foram importantes desde o início da investigação, para mostrar pontos desconexos entre as alegações de Geraldo Neto. Foram eles, por exemplo, que relataram, ainda na delegacia, que o tenente-coronel, pessoa de maior patente no local do crime (e então na ativa), havia tomado banho após a chegada dos agentes, mesmo sendo orientado a não fazê-lo. Devido a esses fatos, ele passou a responder, além de feminicídio, por fraude processual. Após os cinco dias de audiência e oitivas de mais de 40 testemunhas, a Justiça vai decidir pela pronúncia ou não do tenente-coronel — ou seja, vai definir se ele irá a júri popular ou se responderá diretamente ao juízo. Aposentadoria pós-prisão Em 10 de junho, a Polícia Militar de São Paulo concedeu oficialmente, com uma portaria publicada , a ida do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da corporação. Com isso, o oficial se aposentou. O ato foi assinado pelo coronel Antonio Thazelli Junior, diretor de inatividade e pensão militar da corporação. A portaria de inatividade que deu início a ida do coronel para a reserva foi publicada em abril deste ano, como mostrou O GLOBO. A aposentadoria foi concedida mediante pedido do tenente-coronel. Segundo o texto, Geraldo Leite terá direito aos vencimentos integrais e poderá seguir recebendo salário. O salário bruto que o oficial recebia quando atuava na corporação era de R$28,1 mil. Em abril, o advogado Eugênio Malavasi, que cuida da defesa do tenente-coronel, informou que a decisão de solicitar a ida para a reserva foi "particular" após ele "ter cumprido sua missão na salvaguarda dos cidadãos".