Oficial responde por feminicídio e fraude processual e nega as acusações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tenente-coronel Geraldo Leite e a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana — Foto: Reprodução/Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 10:12 Interrogatório de Tenente-Coronel Acusado de Feminicídio é Adiado O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual pela morte da soldado Gisele Alves Santana, foi adiado para agosto devido à necessidade de concluir a oitiva de testemunhas de defesa. Gisele foi encontrada morta em fevereiro, e laudos indicam que a hipótese de suicídio foi descartada. O oficial nega as acusações, alegando que a esposa tirou a própria vida. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da soldado Gisele Alves Santana, foi adiado e deve ocorrer apenas em agosto. A audiência, inicialmente prevista para esta sexta-feira, foi remarcada porque a fase de oitiva das testemunhas de defesa não foi concluída. Nesta quinta-feira, foram ouvidas nove testemunhas de defesa. A expectativa era de que mais pessoas prestassem depoimento, mas parte das oitivas precisará ser realizada em uma nova data, ainda neste mês. Somente após o encerramento dessa etapa será realizado o interrogatório do oficial. Rosa Neto responde por feminicídio e fraude processual. Segundo o Ministério Público de São Paulo, ele matou a esposa por motivo torpe, relacionado à recusa em aceitar o fim do relacionamento, e tentou alterar a cena do crime. A defesa nega as acusações e sustenta que Gisele tirou a própria vida. As audiências de instrução do processo tiveram início nesta semana e reúnem depoimentos de testemunhas de acusação e de defesa antes da fase de interrogatório do réu. Relembre o caso A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento em que o casal morava na região central de São Paulo em 18 de fevereiro. Laudos necroscópicos e pós-exumação apontaram que o tiro que a matou foi desferido com a arma encostada à têmpora direita, de baixo para cima. Além disso, ela teria sido abordada por trás, com a mão esquerda do agressor apertando sua face e pescoço. A arma foi empunhada e disparada pela mão direita do atirador, segundo os exames. Outro ponto que levantou suspeitas foi a posição da arma usada no crime. Quando os primeiros policiais chegaram ao apartamento viram a vítima caída na sala, em frente à televisão. Em sua mão direita, a arma estava presa a um de seus dedos, o que é inusual em casos de suicídio. Em geral, o revólver se solta das mãos, segundo peritos. Diante das evidências, os investigadores afastaram a hipótese de suicídio. "O mosaico probatório, portanto, afasta a hipótese de suicídio e indica que Gisele foi abordada por trás, com mão esquerda do agressor na mandíbula/face e arma na mão direita dirigida à têmpora direita; após o disparo, o corpo foi deposto ao chão, houve escoamento sanguíneo e manipulações subsequentes (inclusive posição da arma na mão), com limpeza/banho do autor, sendo o investigado a única pessoa com ela antes do fato e o primeiro a intervir na cena, o que robustece a autoria em seu desfavor", diz trecho do despacho do juiz militar. Visão do box para a sala Além de fazer a perícia no local do crime, os policiais civis realizaram uma reprodução simulada do ocorrido no apartamento em que Gisele morava com o marido. Um dos pontos que chamaram a atenção dos investigadores foi o fato de Geraldo Neto ter dito que tomava banho quando ouviu o disparo de uma arma, vindo da sala. Na sequência, ele teria visto, pelo vidro do box e pela porta do banheiro, a esposa caída. Porém, para os peritos, a dinâmica do local impediria que Geraldo Neto tivesse tal visão. Além disso, com uso de resíduos e substâncias, eles localizaram marcas de sangue no banheiro, tanto no box quanto nas paredes e no piso. "A reprodução simulada e a perícia (...) identificaram luminol positivo no box, paredes, piso e registros do banheiro usado pelo investigado, toalha rosa com reação positiva e bermuda jeans dele com padrão de gotejamento latente, tudo em frontal contradição com a versão de que não teve contato com o sangue nem manipulou a cena. Ainda, a reconstrução tridimensional do ambiente concluiu que, da porta do banheiro, não era possível visualizar o corpo na posição registrada nas fotos de chegada dos socorristas, com ou sem a árvore de Natal na sala, contrariando a narrativa do investigado". Assédio no trabalho Segundo colegas de trabalho de Gisele, em depoimentos citados na decisão judicial, o relacionamento do casal era marcado por episódios de ciúmes e comportamento controlador por parte do marido. Os relatos dão conta de que o tenente-coronel frequentemente comparecia ao local de trabalho dela, mesmo não tendo atribuição funcional ali. De acordo com as declarações, ele se utilizava de sua condição hierárquica (inicialmente como major, depois como tenente coronel) para entrar na Seção de Logística, permanecendo por vezes longos períodos, sentado próximo a Gisele e observando suas atividades, o que causava desconforto entre os integrantes da equipe
Tenente-coronel acusado de matar PM Gisele tem interrogatório adiado para agosto
Oficial responde por feminicídio e fraude processual e nega as acusações










