A Justiça de São Paulo adiou o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 53, réu por feminicídio e fraude processual na morte da soldado da PM Gisele Alves Santana, 32.
O depoimento, que encerraria a fase de instrução do processo nesta sexta-feira (3), foi remarcado para o dia 28 de agosto, após a defesa solicitar a complementação de um laudo pericial elaborado pelo Instituto de Criminalística.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (2), ao fim de quatro dias de audiências na 5ª Vara do Júri da Capital, durante os quais foram ouvidas 30 testemunhas, entre elas familiares da vítima, policiais e peritos responsáveis pela investigação.
Com o encerramento dessa etapa, o interrogatório do acusado passa a ser o último ato da instrução antes das alegações finais das partes e da decisão judicial sobre a pronúncia do réu —fase em que a Justiça definirá se ele será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Segundo a defesa, o adiamento foi necessário porque a perita responsável pelo laudo apresentado no processo não respondeu, durante a audiência, a todos os questionamentos formulados pelo assistente técnico contratado pelos advogados.










