Em encontro de personalidades, entidades e artistas com o presidente Lula nesta semana, a empresária Paula Lavigne foi uma das porta-vozes da reação às bets. Como se sabe, ela lidera a campanha Block no Tigrinho, contrária à proliferação dos jogos online, que assola o país de maneira nefasta.
Tigrinho é o apelido de um tipo de caça-níquel digital que se tornou popular, funciona no celular, está disponível 24 horas por dia e é uma das faces mais agressivas da transformação do jogo em passatempo cotidiano.
Lula disse que, se dependesse apenas dele, acabaria com as bets, "um mal da sociedade". Não seria ruim se isso acontecesse, mas parece mais equilibrado e realista tentar, num primeiro passo, proibir a propaganda das apostas, como já foi feito com o cigarro.
A ideia, enfim, começou a andar no Congresso. Na quarta (2), a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou projeto que proíbe anúncios de bets em televisão, rádio, jornais, revistas, streaming, redes sociais e outros meios. Veda também patrocínios a clubes, competições, transmissões esportivas, shows, artistas e influenciadores. O texto segue agora para o plenário.
Resta saber se irá, mesmo com as previsíveis alterações, prosperar. Não será fácil.








