No Brasil, 46,2% das mulheres e 35,3% dos homens se sentem sozinhos, segundo pesquisa feita pela ONG Family Talks, em parceria com a Market Analysis. A solidão contemporânea é agravada quando deixamos de circular pela cidade e frequentar lugares de encontro.

Diante desse cenário, praças e centros culturais de qualidade se tornam cada vez mais importantes para uma vida urbana menos isolada.

Como a solidão afeta o cérebro

A solidão crônica prejudica o bem-estar e a qualidade de vida. Tanto é que a OMS já a encara como uma questão de saúde pública. Pesquisas recentes indicam que a falta de conexão com outras pessoas pode até afetar o cérebro fisiologicamente, aumentando o risco de doenças neurodegenerativas.

O ser humano, bem como a maioria dos animais, não nasceu para ficar sozinho. Nos tempos das cavernas, a solidão reduzia as chances de sobrevivência. Por isso, pesquisadores acreditam que, do ponto de vista evolutivo, o mal-estar e o estresse causados pela solidão podem ter um papel fundamental: um alerta de que precisamos nos aproximar de outras pessoas em nome da própria continuidade da espécie.