A epidemia silenciosa de solidão avança no Brasil e no mundo, ao mesmo tempo em que os níveis de depressão, raiva, ansiedade e estresse aumentaram ao longo dos últimos dez anos.
É o que constata o psiquiatra Gustavo Medeiros que estudou depressão resistente e transtornos de humor como docente na Universidade de Maryland e pesquisador na Escola de Medicina da Johns Hopkins University, centros de referência em saúde mental nos Estados Unidos.
"Nós estamos, coletivamente, vivendo na era da 'sociedade do pavio curto'", constata o especialista, diante da percepção generalizada de que que as pessoas explodem com facilidade no dia a dia, buzinam mais agressivamente no trânsito ou destilam fúria desproporcional nas redes sociais.
Viver em São Paulo, a cidade mais populosa do país, é também, enfrentar a dura realidade de habitar a metrópole mais solitária da América Latina.
Fenômenos que, para além do drama existencial dos indivíduos, deságuam em uma severa crise de saúde pública, na visão de Medeiros.









