Em depoimento, Vorcaro atribuiu atitude ao fato de que ele poderia implicar o diretor-geral da corporação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Vorcaro, ex-banqueiro — Foto: Imagem Valor Econômico O ex-banqueiro Daniel Vorcaro depôs na quinta-feira (27) a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e relatou, sem apresentar provas, que a Polícia Federal (PF) teve má vontade com sua proposta de colaboração premiada, pois ele poderia implicar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. O depoimento foi tomado na Papudinha, onde Vorcaro está detido, sem a presença da PF. O Valor apurou que o depoimento foi visto pelos investigadores como “inócuo”, já que um eventual acordo poderia ter sido fechado somente com a Procuradoria-Geral da República (PGR), sem a participação da PF. O órgão, no entanto, também rejeitou a proposta apresentada pelo ex-dono do Banco Master. Leia mais O relato de Vorcaro foi visto ainda como uma tentativa da defesa de tratar o caso diretamente com o ministro relator, já que a oitiva foi pedida pelos advogados do ex-banqueiro, em mais uma ofensiva para fechar a delação. Após o caso ser revelado, pelo jornal O Globo, o gabinete de Mendonça divulgou nota afirmando que o depoimento foi tomado a pedido da defesa de Vorcaro, pois ele “relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência”. Na quarta-feira (2), inclusive, a PGR pediu o arquivamento do procedimento aberto após Vorcaro relatar as supostas ameaças. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não foi “noticiado fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias, tampouco conferiu o mínimo elemento de verossimilhança às assertivas ali formuladas”. Em seu relato ao STF, Vorcaro mencionou que teria sido mal tratado e recebido indiretas nas ocasiões em que foi transportado pela PF para as prisões em que ficou detido em São Paulo e em Brasília. O ex-banqueiro foi preso pela primeira vez em novembro do ano passado, em Guarulhos (SP), solto e depois voltou a ser preso em março deste ano. Nessas ocasiões, ele foi levado mais de uma vez para a carceragem da PFl em Brasília e, segundo apurou o Valor, ele teria relatado que ouviu de agentes durante o transporte que o “chefe” deles iria “se lascar” com a prisão do ex-banqueiro. Vorcaro mencionou os episódios para argumentar que a PF teve má vontade com sua proposta de colaboração, pois ele poderia citar Rodrigues em seus depoimentos. O delegado foi uma das autoridades presentes à degustação de uísque organizada pelo banqueiro em 2024, em Londres. Além disso, o ex-banqueiro fez, na introdução de seu depoimento, uma explicação sobre sua trajetória e seus negócios. Nesse relato, ele teria reconhecido que cometeu alguns erros, mas defendeu os seus negócios e não reconheceu parte dos crimes, tendo inclusive alegado que a proposta do Master com o Banco de Brasília (BRB) teria sido produtiva. As tratativas com o Master, no entanto, levaram a um rombo nas contas do banco estatal de Brasília, que até hoje busca uma saída para o prejuízo. Procurada, a PF não se manifestou sobre o depoimento. A defesa de Vorcaro informou que não iria se manifestar.
Em depoimento, Vorcaro disse que PF teve má vontade com sua proposta de delação
Em depoimento, Vorcaro atribuiu atitude ao fato de que ele poderia implicar o diretor-geral da corporação














