0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vorcaro: em foto de arquivo, claro, com um jeitão de que estava muito orgulhoso do desempenho do Master — Foto: Reprodução O depoimento sigiloso de Daniel Vorcaro ao gabinete de André Mendonça na semana passada não causou atrito apenas com a PF. Conduzida por um juiz auxiliar de Mendonça, João Azambuja, e acompanhada por um representante do MPF, a oitiva causou também um estrago na defesa de Vorcaro. Sérgio Leonardo, que atua há muitos anos como advogado de Vorcaro e, ao menos e tese, comanda a defesa do ex-banqueiro, não foi informado do depoimento. Mais do que isso: quando soube, não concordou e nem aprovou a ação. E ameaça deixar o caso. Quem coordenou as tratativas foi Daniel Bialski, que desde agosto passou a integrar a equipe de defesa de Vorcaro com a manifesta intenção de propor uma terceira tentativa de delação premiada do ex-banqueiro. Leonardo disse a pessoas próximas ao ex-banqueiro que o depoimento foi "um tiro no pé". Em resumo, Vorcaro bateu na PF e em Andrei Rodrigues, diretor-geral do órgão. Disse no gabinete de Mendonça que a PF rejeitou sua proposta de delação para blindar Andrei por supostas relações entre eles. Neste caso, convenientemente preferiu esquecer que a PGR também não aceitou suas propostas de colaboração. Vorcaro acusou também a PF ter feito tortura psicológica contra ele. Atacar a PF, segundo Sérgio Leonardo disse a interlocutores, pode ter "consequências terríveis", pois Vorcaro estaria se colocando como aliado de Mendonça no meio da guerra declarada entre o ministro e Andrei Rodrigues.