02/09/2026 16h16 Atualizado há uma semana

Nascida em Paris, em 1915, Édith Piaf atravessou infância marcada pela pobreza antes de conquistar espaço entre os grandes nomes da música francesa. Descoberta por Louis Leplée enquanto cantava nas ruas de Pigalle, em 1935, chegou aos palcos do cabaré Le Gerny’s e recebeu o apelido de “La Môme Piaf”, o “pequeno pardal”. A voz intensa, a interpretação dramática e repertório profundamente ligado às próprias experiências projetaram seu nome para além da França.

Da ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial às apresentações no Olympia de Paris e no Carnegie Hall, em Nova York, Piaf construiu carreira de projeção internacional enquanto enfrentava perdas amorosas, acidentes e graves problemas de saúde. Canções como “La Vie en Rose”, escrita em 1945, “Hymne à l’Amour”, associada à memória de Marcel Cerdan, e “Non, Je Ne Regrette Rien”, lançada no fim de sua carreira, ajudaram a eternizar repertório que atravessa gerações e mantém Piaf como símbolo da chanson française.

O musical acompanha a jornada da cantora desde a infância até a consagração mundial, passando pelos amores, pelo envolvimento com a resistência francesa e pelos problemas de saúde que marcaram sua biografia. Acompanhada por orquestra, sob direção musical de Claudia Elizeu, e por 12 atores em cena, Laila Garin assume o papel-título e dá voz ao repertório consagrado de Piaf.