A segunda edição do Festival de Teatro do Rio recebeu “Rita Lee: Balada da Louca”, um monólogo em celebração à Rainha do Rock e o Clube O GLOBO te conta um pouco dessa experiência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lilia Cabral apresenta 'Rita Lee – Balada da Louca' na 2ª edição do Festival de Teatro do Rio — Foto: Divulgação "Não quero lixo, nem luxo. Meu sonho é ser imortal." Do diário best-seller "Rita Lee: Outra autobiografia" aos palcos, em "Rita Lee: A Balada da Louca", a veterana atriz Lilia Cabral revisita os últimos anos de vida da Rainha do Rock, abordando os dramas do câncer, sem deixar de lado a franqueza crua da artista. Em cena, os recortes apresentados no monólogo não poderiam ser mais humanos. Desde a magreza extrema e a descoberta da doença até a festa que foi quando Rita ganhou uns quilinhos a mais, a atriz sustenta de uma forma muito natural. É difícil não marejar os olhos. Das bugigangas e dos acúmulos de Rita, as "traquitanas" mais afagadas nessa montagem são as que chamamos de coração. Apesar da dor, a personalidade única da artista perdura e a faz viver tudo de uma forma muito franca. Nas palavras que não são poupadas, na teimosia de quem não aceita ordens desaforadas, Rita Lee enfrentou o câncer frente a frente. No seu lar, Rita era a fada dos bichos, das plantas e, não menos importante, o caso sério do seu amado Roberto de Carvalho. Mesmo com ordens, ela não deixou de amar, beijar e tocar os seus fiéis companheiros bichanos em seus últimos dias. E viveu, ao som de um bolero, a relação que era descrita por ambos como uma simbiose profunda. São coisas da vida, e a gente se olha e não sabe se vai ou se fica. De pazes com a morte, Lilia Cabral encena a partida da artista ao sair do palco dançando ao som de alguma balada do seu repertório. Nessa hora, a finitude quase se transforma em algo que se parece mais bonito do que assustador, e isso, com certeza, tem um quê de Rita Lee. Todo o carinho que leva a sua história ao teatro e carrega aos muros e às camisetas o seu rosto, de certo modo, se traduzem ao sonho da imortalidade. O espetáculo é um reverendo e uma homenagem a tudo o que Rita deixou para nós. Das letras brilhantes e divertidas às falas icônicas, do amor pelos bichos ao seu jeito pauleira, que reivindica e não tolera injustiças. Daqui, ficamos com as memórias e, no lugar de estrela, segue a nossa Rainha do Rock! O Clube te leva! Confira mais no nosso site
Sucesso, Aqui Vou Eu: Lília Cabral homenageia Rita Lee em seus últimos anos de vida no Teatro Riachuelo Rio
A segunda edição do Festival de Teatro do Rio recebeu “Rita Lee: Balada da Louca”, um monólogo em celebração à Rainha do Rock e o Clube O GLOBO te conta um pouco dessa experiência






