Percurso de Marília Pêra é dissecado apenas por ela própria, através de entrevistas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Crítica de 'Viva Marília' — Foto: Arte do GLOBO Para quem estreou no teatro aos 4 anos de idade para ser morta na tragédia grega “Medeia”, pode-se dizer que a pequena Marília Pêra já estava com o destino traçado — não para morrer, mas para encarnar incontáveis vidas e personagens. No circo, no palco (de musicais a dramas), na TV e no cinema, como atriz e/ou diretora, Marília dançou, cantou, rebolou, divertiu, comoveu e construiu um dos mais sólidos percursos artísticos do país. “Viva Marília” é uma prova sucinta — apenas 90 minutos — de uma vida dedicada durante mais de seis décadas à arte de representar. Na direção, o veterano Zelito Viana oferece um documentário focado — literalmente — na personagem principal, a começar pela infância (“meu pai adorava me filmar”, diz ela). Com rico material de acervo (pesquisa de Remier Lion), temos uma trajetória sem depoimentos de amigos, inimigos, familiares, diretores, parceiros. O percurso da atriz é dissecado apenas por ela própria, através de entrevistas — a Marilia Gabriela, Hebe Camargo, Jô Soares — durante as quais explica sua vocação: “Sempre fui dedicada ao trabalho, por paixão e por necessidade”. Na tela, há apenas uma voz, mas nos bastidores, participam o ex-marido Nelson Motta como roteirista e a filha do casal, Esperança Motta, como codiretora. A hábil edição de Jordana Berg assegura um fluxo envolvente. Bastam, por exemplo, alguns minutos do filme “Pixote”, do musical “A pequena notável”, da peça “Apareceu a Margarida” ou da novela “Beto Rockfeller” para comprovar o poder de entrega de Marília Pêra. Cotação: Bonequinho aplaude.
'Viva Marília': doc de Zelito Viana faz retrospectiva de uma vida dedicada à arte de representar
Percurso de Marília Pêra é dissecado apenas por ela própria, através de entrevistas
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