Presidente ainda afirmou que Washington mantém 'um controle muito forte' sobre Ormuz e que estão retirando diariamente embarcações da região com milhões de barris de petróleo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante uma reunião com executivos do setor de viagens no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, em 2 de setembro de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein Em meio à recente retomada da escalada militar e ao avanço nos preços do petróleo, com os maiores ataques entre EUA e Irã desde julho, o presidente americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que a nova campanha contra o Irã não irá se prolongar por “muito tempo”, no mesmo dia em que, em rede social, anunciou que o Estreito de Ormuz passará a se chamar “Estreito de Trump” Em conversa com jornalistas no Salão Oval, ele reiterou que os EUA mantêm “controle muito forte” sobre o estreito e que têm feito com que embarcações com milhões de barris de petróleo deixem a região. Segundo ele, os iranianos estariam tentando reconstruir sistemas de radar e de mísseis, além de desenvolver um foguete capaz de lançar minas no estreito, um projeto que teria sido destruído pelos EUA perto da conclusão “Vemos tudo o que estão fazendo. Não podem nem ir ao banheiro sem que nós vejamos.” Após ofensivas dos EUA ao sul do Irã e a resposta de Teerã com ataques a bases americanas na região, Teerã e vizinhos árabes temem uma nova escalada militar. Em entrevista, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, citou empresas aéreas, o setor marítimo e ativos digitais como possíveis alvos de novas iniciativas de Washington para asfixiar a economia do país. Nesta quarta-feira, o Irã acusou os EUA de ter matado civis ao atingir uma festa de casamento, em que quatro pessoas morreram — entre as quais uma criança de 4 anos — e dezenas ficaram feridas. Na última onda de ataques americanos, 18 pessoas morreram e 108 ficaram feridas, de acordo com o Ministério da Saúde, em ações que teriam se concentrado em múltiplos alvos perto do Estreito de Ormuz. As forças militares dos EUA dizem ter atingido apenas defesas aéreas, sistemas de radar, ativos marítimos e dispositivos de comunicação ou relacionados à colocação de minas navais. “Foi como o fim do mundo”, diz Mahmoud, de 38 anos, um trabalhador da prefeitura em Sirik, perto do estreito, ouvido por telefone pela Reuters, residente na região em que a festa de casamento teria sido atingida pelo ataque. O Irã reagiu à ofensiva atingindo ativos militares dos EUA no Bahrain, na Jordânia, no Kuwait e Iraque, e afirma que o objetivo, agora, é fazer com que os americanos deixem a vasta rede de bases na região, mantidas há décadas. “O mal americano será combatido com respostas devastadoras, e qualquer país que coopere com os EUA deve estar preparado para consequências perigosas”, afirmou o comando militar do Irã. EUa e Irã trocam ataques após semanas de relativa desescalada de tensões — Foto: Reprodução/Centcom/X
Nova ofensiva contra o Irã não será longa, diz Trump
Presidente ainda afirmou que Washington mantém 'um controle muito forte' sobre Ormuz e que estão retirando diariamente embarcações da região com milhões de barris de petróleo







