Levantamento divulgado nesta quarta-feira mostra Lula com 37%, Flávio com 29% e Augusto Cury com 10%; Caiado está empatado com Zema em quarto lugar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Caiado na sabatina O Globo, CBN e Valor — Foto: Ana Branco /Agência O Globo O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (2) que respeita o resultado da pesquisa Genial/Quaest que o colocou com apenas 1% das intenções de voto no primeiro turno, mas disse acreditar que o eleitor ainda está no processo de analisar os nomes que disputam o Palácio do Planalto. O levantamento, divulgado hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 37%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, e pelo escritor Augusto Cury (Avante), que chegou a 10%. Caiado aparece em quarto lugar, empatado com Romeu Zema (Novo), ambos com 1%. Durante uma caminhada pelo mercado de Pinheiros, em São Paulo, Caiado disse que não costuma "discutir com pesquisa" e que o momento é de os eleitores conhecerem melhor os candidatos. — Eu respeito. Não discuto com pesquisa de maneira alguma. Respeito todas elas. Acho que neste momento a sociedade está tentando buscar perplexidade onde estão os escândalos e acho que ela vai analisar a vida de cada pré-candidato — afirmou. O ex-governador de Goiás disse que os eleitores deveriam pesquisar seu histórico e comparou sua experiência no Executivo com a de candidatos que, segundo ele, ainda não tiveram oportunidade de governar. — Dá um Google aí no Caiado. Busca aí o ChatGPT. Eu não tenho corrupção e não sou um homem também que vou aprender a governar na cadeira da Presidência da República. Já mostrei a minha capacidade de governar um Estado — disse. A estratégia de Caiado é apostar que a campanha de rádio e televisão permita uma mudança de patamar na disputa. Ele afirmou que terá agora seu segundo horário de televisão e que pretende utilizar o espaço para mostrar suas realizações à frente de Goiás. — Sou um candidato que tem essa capacidade de demonstrar o que pode ser feito pelo país — afirmou. Há duas semanas, na última rodada da pesquisa Quaest, Caiado tinha 4% das intenções de voto no primeiro turno. Na nova rodada, caiu para 1%, enquanto Cury saltou de 2% para 10%. A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento tem nível de confiança de 95%. O caso Master também foi citado por Caiado ao comentar a situação de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que 42% dos eleitores consideram que o escândalo envolvendo o banco prejudica muito a campanha do senador, enquanto 52% avaliam que as explicações dadas por Flávio sobre o episódio não foram convincentes. — Acho que ele não pode responder ao Brasil que isso é página virada. A cada dia aparece uma surpresinha. O candidato a presidente não pode se proteger sob a tese de que 'não vou falar sobre isso, é página virada'. Não é possível passar pano para pessoas que estão envolvidas. Existe um processo de podridão que atinge não só o Supremo, mas os poderes constituídos no país — disse.