Ministro sentam lado a lado no plenário; eles chegaram à Corte por entradas diferentes e não se cumprimentaram na sessão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sessão de julgamento no plenário do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta quarta-feira (2) a primeira sessão plenária após a revelação de uma série de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes. A sessão teve início por volta de 14h30. Moraes e Mendonça se sentaram em seus respectivos lugares no plenário, lado a lado, mas não se cumprimentaram. Antes do início dos trabalhos, permaneceram de cabeça baixa mexendo em seus aparelhos celulares. Leia mais: Além dos ministros da Corte, está presente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado no relatório da Polícia Federal (PF) em que constam as mensagens de Vorcaro. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, abriu os trabalhos sem fazer qualquer menção ao caso. Moraes chegou ao STF pela entrada principal, em seguida do decano da Corte, o ministro Gilmar Mendes. Ele estava acompanhado de dois agentes de segurança e apenas acenou para a imprensa. Já Mendonça chegou cerca de 15 minutos depois, pela entrada da garagem, acompanhado de seus assessores. O magistrado também não falou com jornalistas. Veja abaixo o momento em que Alexandre de Moraes chega ao STF: Ministro Alexandre de Moraes chega ao STF após revelação de mensagens de Vorcaro Além de Fachin, Moraes, Mendonça e Gilmar, estão no plenário os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. A ministra Cármen Lúcia acompanha a sessão por videoconferência. Ao chegar ao plenário, Dino levantou o polegar em sinalização a Moraes para cumprimentá-lo. O colega devolveu o cumprimento, enquanto Mendonça, ao seu lado, permaneceu de cabeça baixa. Dino se senta do lado oposto dos dois. Reunião tensa e bate-boca na véspera Moraes e Mendonça tiveram uma reunião "muito tensa" na terça-feira. Segundo interlocutores, o encontro ocorreu antes de Mendonça retirar o sigilo do relatório e houve bate-boca. Moraes teria questionado se o colega permitiu que ele fosse investigado pela PF. Também teria acusado Mendonça de direcionar apurações. Já Mendonça teria questionado Moraes sobre como ele soube do aprofundamento da investigação. O relatório da PF cita Moraes como destinatário de uma série de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas mostram que Vorcaro buscava obter detalhes sobre investigações junto do ministro e interferir nas apurações que levaram à sua primeira prisão, em novembro de 2025. Fachin se pronunciou pela primeira vez sobre o caso nesta manhã, durante um evento no STF. Ele manifestou ciência sobre os fatos e disse que vai anunciar, "no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias". "Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas que cabíveis e necessárias", disse. O presidente do STF disse ainda que em momentos de "especial gravidade", é necessário preservar a integridade do STF, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e a confiança da sociedade na instituição. Para Fachin, os indícios "reclamam o devido encaminhamento institucional", que serão conduzidos conduzidos com "serenidade, responsabilidade e firmeza". Diante do ineditismo do caso, ainda não há um encaminhamento definido. Ao tornar o conteúdo das mensagens públicos e pedir a manifestação da PGR, Mendonça indicou que o "caminho inevitável" era levar o caso para análise do plenário do STF e defendeu que a avaliação deveria ocorrer "de forma pública e transparente", em sessão presencial do colegiado, em data a ser definida pelo presidente da Corte. Na noite de terça-feira, a PGR se manifestou pela nulidade do relatório produzido pela PF. No parecer, Paulo Gonet argumentou que Mendonça atuou ativamente para investigar Moraes e que ordens para investigar pessoas específicas são nulas, se não houver pedido expresso do Ministério Público. O procurador-geral da República também aparece no relatório da PF. Ele teria enviado mensagens a Vorcaro por meio de um intermediário, o advogado Ciro Soares, que encaminhava os recados ao ex-banqueiro. Também há uma mensagem escrita pelo dono do Master a Moraes pedindo a proteção de “Andrei e Paulo”, em referência a Gonet e ao diretor-geral da PF. Ineditismo confunde ministros O ineditismo de possível abertura de investigação contra um membro da Corte está causando confusão entre os ministros. Como mostrou o Valor, eles dizem não saber ao certo se Mendonça quer que seja julgado ao levar o relatório da PF para o plenário. Mendonça disse que vai liberar o caso na próxima semana. O objetivo de Mendonça é definir se Moraes deve ou não ser investigado. Mas ministros afirmam que não há propriamente um pedido de apuração, e sim um relatório da PF que também não traz nenhuma solicitação específica. O único pedido até agora, dizem, consta no parecer da PGR, que defende a anulação do relatório.
Moraes e Mendonça se encontram em primeira sessão plenária do STF após revelação de mensagens de Vorcaro
Ministro sentam lado a lado no plenário; eles chegaram à Corte por entradas diferentes e não se cumprimentaram na sessão












