A cúpula da Polícia Federal não pretende cumprir um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, caso seja solicitado por André Mendonça.

Segundo apurou a reportagem, agentes da corporação sinalizaram internamente discordar da forma como o procedimento foi adotado. Portanto, qualquer determinação de levar adiante as investigações seria considerada uma “ordem ilegal”, a qual integrantes da PF indicam não estarem dispostos a cumprir.

No dia 24 de agosto, Mendonça solicitou a investigadores que trabalham no caso do Banco Master que identificassem os destinatários das mensagens de Daniel Vorcaro, ex-CEO da instituição financeira, no âmbito da apuração, o que levou a corporação a confirmar que se tratava de Moraes.

A medida deixou os agentes desconfortáveis, sobretudo porque a ordem foi dada de surpresa, em uma reunião que supostamente seria para discutir outro assunto no âmbito da investigação.

O rito, no entanto — no entendimento de um setor da PF —, prevê que qualquer pedido de diligência em um processo em andamento deve passar primeiro pelo aval da Procuradoria-Geral da República ou do plenário da Suprema Corte antes que a medida seja definitivamente determinada à polícia.